Nova ponte entre Cabo Frio e São Pedro será entregue em setembro

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Publicado quinta-feira, 11 de maio de 2006 as 10:16, por: cdb

O maior vão livre central em construção no Brasil, com 170 metros de extensão, está sendo erguido em balanço sucessivo sobre o Canal de Itajuru, na divisa entre os municípios de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. O vão livre é parte da nova Ponte do Ambrósio que terá 350 metros de comprimento, quatro pistas para veículos, via para pedestres e ciclovia em seus 25,9 metros de largura.

Os trabalhos de construção da nova ponte, que integra os projetos de duplicação de um trecho de 14,5 quilômetros das RJ-106 e RJ-140, e de revitalização da Lagoa de Araruama, estão em ritmo acelerado.

A estimativa do consórcio de empreiteiras liderado pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem), órgão da Secretaria de Estado de Integração Governamental, é que, até setembro próximo, esteja concluída a parte civil do empreendimento, que inclui também a nova ponte do Canal Palmer, com 80 metros de extensão e vão livre de 30 metros.

O engenheiro Marcelo Cruz, do consórcio, explicou que a superestrutura central que está sendo erguida em balanço sucessivo é uma obra de engenharia que requer muita precisão, tanto na execução quanto no uso de materiais, como o concreto de alto desempenho e suas muitas particularidades.

Assim que a nova ligação for inaugurada, a antiga Ponte do Ambrósio será demolida. A atual ponte sobre o Canal Palmer também será substituída por uma nova. A instalação das primeiras vigas pré-moldadas de concreto começa na semana que vem e a previsão de entrega é setembro deste ano.

A nova Ponte do Ambrósio faz parte do Programa de Revitalização da Lagoa de Araruama, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. Com a construção da nova ligação e a demolição da antiga estrutura, a Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas), vinculada à esta secretaria, contará com a ampliação do Canal de Itajuru dos atuais 50 metros de largura para 300 metros, o que vai permitir que a Lagoa de Araruama, a maior do mundo em hipersalinidade permanente, contenha o processo de assoreamento e conseqüentes riscos de desestabilização.

A lagoa já está sendo recuperada com dragagens corretivas para melhorar a circulação da água. Estudos feitos pela Coppetec/UFRJ, em 2001, indicavam que se nada fosse feito, em 10 anos ou, no máximo, em 20 anos a lagoa poderia se transformar em 11 pequenas lagunas.