Nilmário reafirma posição brasileira pela constituição de um estado palestino

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Publicado quinta-feira, 6 de janeiro de 2005 as 20:01, por: cdb

O secretário especial de Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, um dos observadores brasileiros na eleição de domingo na Palestina, disse hoje que o Brasil defende a constituição de um estado palestino e o fim da guerra entre este povo e os israelenses. “É com muito boa vontade que o Brasil vai participar deste momento tão importante. Sempre na busca de soluções pacíficas”, afirmou o ministro, em entrevista à Agência Brasil.

Delegações brasileiras e de vários outros países vão acompanhar o pleito, para evitar a violência e garantir o processo eleitoral que vai escolher o sucessor de Yasser Arafat na presidência da Autoridade Palestina.

Nilmário Miranda falou também sobre a relação amigável que o Brasil mantém com o povo palestino. Segundo ele, faz parte da política de estado brasileira apoiar a luta desse povo. “Nós não perdemos a esperança de que haverá uma solução pacífica e que finalmente eles (palestinos e israelenses) se entendam sobre esse território, respeitando o direito de todos”, disse ele.

Depois da morte de Yasser Arafat, em novembro de 2004, a situação no país ficou tensa e, a três dias das eleições, a população tem dificuldade de circular livremente diante das barreiras armadas que cercam a região na passagem de Ramallah, na Cisjordânia, para Jerusalém.

As delegações estrangeiras apóiam a Comissão Eleitoral Palestina no registro e informação dos eleitores. Além disso, vão acompanhar todo o processo de votação e apuração para verificar o respeito à democracia. Formada por membros do Executivo, Legislativo e da Justiça Eleitoral, a missão brasileira chega sábado  à Cisjordânia e depois segue para Ramallah, de onde acompanhará o processo com uma equipe de 260 observadores internacionais, chefiada pela União Européia.

Para o deputado federal Carlos Abi Khalil (PT-MT), a participação brasileira nesse processo reforça a intenção do Brasil de aumentar seu espaço nas Nações Unidas. “Essa decisão afirma a posição brasileira no cenário conjunto das Nações Unidas, tendo em vista nosso protagonismo regional em todo o hemisfério sul. Além da pretensão de participar mais decididamente das instâncias de resolução internacional”, afirmou Khalil, em entrevista à Rádio França Internacional.