Negócios online movimentarão US$ 5,9 bilhões no Brasil ainda em 2001

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Publicado terça-feira, 2 de outubro de 2001 as 16:54, por: cdb

A consultoria Edge Group realizou uma pesquisa sobre as tendências do segmento de B2B (Business to Business) no Brasil. Segundo o estudo, os primeiros nichos de negócios em rede vão se consolidar no Brasil apenas em 2004 e a pressão para a adesão de empresas que estiverem à margem do processo será muito grande.

Segundo as estimativas da pesquisa, o comércio eletrônico corporativo movimentará cerca de US$ 5,9 bilhões no Brasil ainda este ano e poderá chegar a US$ 46 bilhões em 2004. De acordo com o estudo, essas transações ocorrerão através de diferentes canais eletrônicos, como portais B2B, extranets próprias, e-marketplaces compostos por consórcios entre empresas ou por intermediários.

Das 200 empresas pesquisadas, 3% já realizam 85% de seu comércio on-line e 8% utilizam a rede para mais de 50% de suas transações. A penetração dos e-marketplaces, segundo o Edge Group, está acontecendo primeiro nos setores financeiro, eletroeletrônico, automobilístico e de telecomunicações e deverá se estender à indústria pesada a partir de 2003.

De acordo com o estudo da consultoria, atualmente, 35% das grandes empresas brasileiras já realizam transações via Internet, sendo que a previsão é de que 90% delas estarão com mais de 50% de suas transações comerciais on-line em 2005, além de já existirem empresas financiando também fornecedores e clientes para se conectarem a sua extranet.

Outro aspecto interessado registrado pelo estudo do Edge Group é que 92% dos executivos entrevistados afirmaram que os investimentos em e-business aumentarão significativamente nos próximos três anos, quando. em uma pesquisa anterior – realizada em 1999 – 82% dos executivos pensavam que o e-business causaria alto impacto nas empresas por elas não estarem preparadas.

A pesquisa mostra também que os executivos de marketing temiam ainda que os canais eletrônicos pudessem entrar em conflito com os tradicionais. Do estudo de 1999 para o atual, a constatação é de que o declínio da utilização dos canais de marketing personalizados tradicionais foi de 64% para 56%.