Negociações são suspensas em Bangu

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Publicado segunda-feira, 20 de janeiro de 2003 as 20:58, por: cdb

As negociações entre a PM e os presos rebelados na Casa de Custódia Pedro Melo, no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da cidade, foram suspensas às 19h por determinação do comandante-geral da corporação, coronel Renato Hottz. Os detentos estão mantendo, desde a manhã desta segunda-feira, sete policiais militares reféns. Eles estariam amarrados a um botijão de gás e os presos armados com pistolas e granadas.

Segundo o comandante-geral Renato Hottz, a negociação estava difícil porque os presos estão divididos em grupos e a PM não conseguiu chegar a um consenso. Entre as reivindicações, os detentos pediram garantias de que nada aconteceriam com eles e exigiram a presença da imprensa e de um representante da Comissão dos Direitos Humanos que foi representada pelo seu coordenador, Marcelo Freixo. As negociações serão retomadas na manhã desta terça-feira.

Os presos iniciaram a rebelião após uma tentativa de fuga, em que 50 detentos conseguiram fugir. Durante o dia, policiais fizeram buscas pelo área com o auxílio do helicóptero que sobrevoou a região e cinco presos foram recapturados: um deles estava com um tiro de raspão no pescoço e o outro com o braço quebrado. Eles foram socorridos no Hospital Albert Schweitzer.

Pela manhã, os rebelados ficaram no telha do da casa de custódia. Durante a rebelião, os presos carregavam uma faixa com a inscrição TC puro Linho. A casa de custódia abriga presos do Terceiro Comando (TC) facção criminosa comandada pelo traficante número um do Rio Paulo César Silva dos Santos, o Linho.

O motim começou às 6h45, na hora do café da manhã. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Renato Hottz, os presos renderam os PMs que ficam na guarita e tomaram as armas dos policiais. “Eles aproveitaram que o caminhão de alimentos estava entrando e renderam os policiais. Vamos apurar se houve falha na segurança”, disse Hottz sem explicar como os policiais foram rendidos.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupamento Especial Tático-Móvel (Getam), Batalhão de Choque (BPChoque), policiais do 14º BPM (Bangu) e do policiamento do Complexo Penitenciário, além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil foram para o local.