Nas obras do PAC, passo para um acordo

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Publicado terça-feira, 29 de março de 2011 as 15:35, por: cdb

O fim da ação dos famigerados “gatos” – atravessadores que aliciam trabalhadores para as grandes obras – acompanhamento e controle de preços do comércio nas imediações destas, salário igual para trabalhadores do mesmo canteiro, suspensão de dinheiro do BNDES para empreiteiras que cometam irregularidades e fiscalização sindical.

Este roteiro preliminar, elaborado pelas centrais sindicais para a 1ª reunião, hoje, da mesa tripartite a que comparcerão governo-empreiteiras-trabalhadores constitui-se, realmente, em uma boa agenda inicial para  o pacto que ponha um fim no trabalho degradante nas grandes obras de infraestrutura nopaís, dentre as quais algumas das maiores do PAC.

No caso de agora, governo-empreiteiras-trabalhadores correm contra o tempo e o ideal é que fechem este pacto nessa 1ª reunião tripartite de hoje, porque mais de 80 mil trabalhadores – grande parte já há duas semanas – encontram-se paralisados nas principais obras do PAC, de infraestrutura e da construção civil no país por conta de insatisfação frente às péssimas condições de trabalho.

Balanço no Folhão traz números devastadores

Além de apoiarmos e batalharmos pormais apoio à essa agenda das centrais, hipotecamos, também, todo o nosso apoio a proposta específica da CUT: essa supressão por parte do BNDES de empréstimos a todas as empresas que cometem ou cometeram irregularidades na área social-trabalhista.

A gente sabe que há o dito popular de que “o órgão mais sensível do brasileiro é o bolso” – portanto, do empreiteiro e do empresário, também – e a proposta, além de correta, espelha-se em item incluído no Pacto que já existe voltado para o setor da agroindústria.

Este acordo que, insisto, pode e deve ser fechado hoje, é mais do que fundamental. Refiro-me não apenas a paralisação gigantesca das obras no país – em número de trabalhadores, uma das maiores dno país nos últimos tempos –  mas, também, aos dados desoladores publicados pelo Folhão hoje.

Segundo levantamento obtido pelo jornal, em 2009, houve 177 mortes em obras de infraestrutura no Brasil; 589 trabalhadores de obras de prédios foram avaliados como incapacitados permanentes; e 387 também o foram em canteiros de projetos de infraestrutura.

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