Não há provas de que Diana foi assassinada, diz juíza

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Publicado segunda-feira, 5 de março de 2007 as 12:35, por: cdb

A juíza encarregada de investigar a morte da princesa Diana afirmou na segunda-feira não ter encontrado nenhum “indício de prova” de que ela teria sido assassinada. Elizabeth Butler-Sloss deu essa declaração quando respondeu a um pedido dos advogados de Mohamed al Fayed, cujo filho morreu junto com Diana no acidente de carro ocorrido em Paris dez anos atrás, de adiar o tão aguardado inquérito sobre a morte dos dois.

Fayed, o multimilionário proprietário da luxuosa loja de departamentos Harrods, alega há bastante tempo que o casal teria sido assassinado como parte de um complicado plano elaborado pelos serviços de segurança britânicos.

– Existe um grande número de graves acusações sendo feito. Não há nenhum indício de prova entregue a mim e que corrobore isso. Se não há provas que as confirmem, não posso apresentá-las ao júri – afirmou Butler-Stoss em uma audiência realizada na Suprema Corte de Londres.

Uma investigação de três anos realizada pela polícia da Grã-Bretanha chegou à conclusão, no final do ano passado, de que a colisão foi um acidente e de que não havia nenhum plano de assassinato.

A investigação realizada pelos britânicos confirmou o resultado de uma outra feita pelos franceses e segundo a qual o motorista, um empregado de Fayed, seria o responsável pelo acidente porque dirigia alcoolizado, sob o efeito de antidepressivos e em alta velocidade.

O empresário rejeitou a conclusão das duas investigações. Na semana passada, Fayed conseguiu uma vitória na Justiça. Juízes da Alta Corte decidiram que o inquérito deveria ser apresentado a um júri e que não deveria ser realizado exclusivamente por Butler-Sloss.

Janet Smith, membro da corte, ao comunicar a decisão, afirmou: “O senhor Al Fayed alegou que o duque de Edimburgo e os Serviços de Segurança conspiraram para matar a princesa e Dodi Al Fayed. Essa acusação precisa ser investigada”, disse.

Testemunha

A audiência de segunda-feira deveria decidir quem testemunhará no inquérito e como o júri seria escolhido. Mas, ao invés disso, acabou sendo tomado por discussões sobre quando e onde o procedimento aconteceria.

O advogado de Fayed, Michael Mansfield, argumentou que o inquérito deveria ser adiado de maio para 1o de outubro a fim de dar-lhe tempo de avaliar relatórios sobre o caso e consultar especialistas.

Butler-Sloss, no entanto, disse estar relutante em aceitar o pedido do advogado devido à possibilidade de que a medida represente um inconveniente para os dois filhos de Diana, príncipe William e príncipe Harry.

– Seria realmente triste se eu fosse obrigada a adiar o começo do inquérito por mais seis meses. Isso seria bastante difícil para as famílias – disse.

Os advogados de Fayed devem pedir que o príncipe Charles, ex-marido de Diana, e o ex-sogro dela, duque de Edimburgo, testemunhem no inquérito. Prevê-se que os advogados da família real tentem impedir que isso aconteça.

Se os dois tiverem realmente de testemunhar, o frenesi nos meios de comunicação poderia chegar aos mesmos níveis do julgamento de Michael Jackson e no de O.J. Simpson, nos EUA.

Diana, 36 anos, Dodi, 42 anos, e o motorista deles, Henri Paul, morreram quando a Mercedes no qual estavam colidiu com um pilar de um túnel de Paris. A princesa e o namorado tentavam escapar de paparrazi que os perseguiram de moto depois de o casal ter saído do Ritz Hotel em alta velocidade.

Pelas leis britânicas, um inquérito precisa ser obrigatoriamente realizado todas as vezes que alguém morre de causas que não sejam naturais.