Musical sobre Susan Boyle estreia com participação da própria cantora

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Publicado quarta-feira, 28 de março de 2012 as 04:36, por: cdb

Boyle deverá cantar ao final de cada apresentação do musical, inspirado em sua autobiografia

Um musical baseado na vida de Susan Boyle estreou na última terça-feira em Newcastle, Grã-Bretanha, com a participação da cantora e com a presença de fãs do mundo inteiro.

Boyle, que foi alçada à fama com sua participação no reality show Britain’s Got Talent, em 2009, foi interpretada no musical I Dreamed a Dream pela atriz Elaine C. Smith. Mas a própria cantora apareceu no palco, ao fim da apresentação, para cantar duas canções.

O musical conta a história de Boyle desde sua infância em West Lothian, na Escócia, até sua famosa apresentação no reality show britânico, que instantaneamente a transformou em celebridade mundial.

A história aborda os altos e baixos da vida de Boyle, incluindo o fato de que os médicos temiam que ela tivesse danos cerebrais por conta de de uma privação de oxigênio durante o parto; as surras que levou de colegas na escola; e o colapso nervoso que ela sofreu após o Britain’s Got Talent, em que ficou em segundo lugar.

“Gostei porque é um conto de fadas moderno”, disse o produtor do musical, Michael Harrison. “Mas é uma história real, porque a Cinderela, neste caso, conseguiu ir ao baile.”

Ovacionada

Adaptado da autobiografia de Boyle, o musical foi idealizado como uma homenagem à cantora, mas sem exigir que ela faça um show completo. A peça passará por 11 cidades da Grã-Bretanha e da Irlanda, e Boyle deverá cantar no final de cada apresentação.

Peça (cujo elenco é visto acima) mostra altos e baixos da vida da cantora

Em Newcastle, a cantora pareceu inicialmente hesitante, mas foi ovacionada logo no primeiro verso da canção I Dreamed a Dream, assim como em 2009, na primeira vez em que ela cantou o tema de Les Misérables – apresentação que foi assistida cerca de 500 milhões de vezes pela internet.

Em entrevista após a estreia desta terça, a atriz Elaine C. Smith disse que Boyle simboliza o “outro lado (da história) de pessoas que são descartadas por motivos de classe, de pobreza, de dificuldades de aprendizado ou de saúde”.

“Acho que é por isso que ela cria uma conexão e toca as pessoas. Essa é a parte da história que eu considero mágica”, afirmou a atriz.

Ela também disse que a produção não quis fazer uma “versão açucarada” da vida de Boyle, e sim uma que abordasse as dificuldades em lidar com a fama.

“No começo, ela (Boyle) realmente gostou da atenção que recebeu, mas depois isso se virou contra ela”, prosseguiu Smith. “Estive em sua festa de aniversário de 50 anos, em abril passado, e pensei, ‘tenho que dar-lhe uma voz, porque há tantas pessoas que querem falar em nome dela ou controlá-la’. Era uma questão de dar uma voz autêntica a ela.”

A estreia foi acompanhada por um fã-clube com integrantes que vieram de lugares como Austrália, EUA, Suíça, Eslováquia e Irlanda.

As críticas iniciais do musical foram positivas. A resenha do jornal Daily Mail, por exemplo, considerou a peça “divertida” e “mais do que ensinamentos de ‘como ficar rico rápido’ ou uma biografia imaculada e covarde” de Boyle.