Município recompõe Mata Ciliar da microbacia

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Publicado quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 as 15:54, por: cdb

Ferdinando RamosA Prefeitura, por intermédio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo acaba de encerrar um grande plantio de mudas de árvores nativas na microbacia do córrego do Cedro, um dos afluentes do Rio Preto, no Distrito de Engenheiro Schmitt. Este trabalho faz parte do Projeto de Recomposição da Mata Ciliar nas áreas rurais.

Foram plantadas 25 mil mudas em parceria com o SeMAE – Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto. O plantio foi organizado pela Prefeitura, Promotoria do Meio Ambiente, Cetesb e Polícia Ambiental, que separaram por etapas o processo de recomposição.

O córrego do Cedro foi escolhido pelo fato de ser um afluente do Rio Preto, que fornece água para Represa Municipal e faz parte do sistema de abastecimento de água do município. O córrego também pode ser modelo de recomposição de mata ciliar na cidade.

A secretaria de Meio Ambiente iniciou a ação após um levantamento e o cadastramento das propriedades rurais. São 35 propriedades lindeiras, que margeiam o córrego do Cedro, ou que tenham nascentes que vão para o córrego do Cedro.

Os técnicos do Meio Ambiente realizaram palestras para os proprietários rurais próximos ao córrego. Foram ensinadas técnicas de combate à erosão pelo engenheiro agrônomo da Secretaria, Érico Trindade, para preservação, principalmente, nas áreas de mata ciliar.

Em parceria com promotoria pública foi feito uma carta de anuência, por parte dos proprietários para a autorização do plantio e a manutenção, dando o consentimento para entrada dos colaboradores que realizaram a recomposição da mata ciliar.

O projeto abrange o plantio de mudas que foram doadas pelo SeMAE, que realizou o plantio e o cercamento do local. As mudas foram plantadas na nascente e às margens de todo o percurso do córrego.

O secretário de Meio Ambiente, José Carlos de Lima Bueno destaca que esse é um importante projeto, pois a conservação da Mata Ciliar possibilita que as espécies, tanto da flora, quanto da fauna, possam se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região e funciona como filtro, retendo defensivos agrícolas, poluentes e detritos de erosão que seriam transportados para o córrego, prejudicando, assim, a qualidade e quantidade de água.“A mata ciliar segura as entradas do escorrimento de areia quando chove, e evita o assoreamento do córrego”.  A ação, de acordo com o secretário, também reflete no seqüestro de carbono e faz uma recomposição ambiental.“

Foram plantadas mudas nativas de cerca de 80 espécies diferentes como: mutambo, embaúba, pororoca, pau formiga, sangra d’água, farinha seca, açoita cavalo, guarita, jacarandá, bico de pato,  amarelinho, paineiras, ipês, angicos, goiabeiras e outras.  A Secretaria pretende estender posteriormente e realizar a recomposição outras regiões do município que possuem sinais de degradação ambiental.

Daniela Carrecelli