Mulher morre após fazer pacto com estelionatário em Brasília

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Publicado quarta-feira, 14 de março de 2007 as 16:07, por: cdb

A técnica judiciária, Maria Aparecida faleceu na última segunda-feira, depois de tomar o veneno em um quarto de hotel. Maria Aparecida foi mais uma vítima do golpista Kleber Ferreira Gusmão. Socorrida e ficou internada na UTI de um hospital. Ela não resistiu ao quadro complicado e faleceu na última segunda-feira, de parada cardiorrespiratória. O corpo da vítima foi enterrado nesta terça-feira no cemitério de Taguatinga, cidade próxima a Brasília.

De acordo com amigos, recentemente, Aparecida estava mais magra e abatida, seu físico denunciava os possíveis problemas. A técnica morreu depois de fazer um pacto com o bandido. Eles iriam tomar veneno de matar ratos, mas só ela bebeu a droga.

Kléber conheceu Maria Aparecida no site de relacionamento Orkut e disse que era agente do serviço secreto de Israel. Durante o relacionamento, ela comprou um carro financiado para o namorado e teve que vender uma quitinete no Sudoeste, bairro de Brasília, e um apartamento de dois quartos para pagar dívidas de gastos feitos com o estelionatário. Kléber é casado e pai de dois filhos. A técnica judiciária pagava até a escola dos filhos dele.

Segundo o delegado da 2ª DP, Antônio José Romeiro, em fevereiro deste ano, Kléber foi preso vestido com um uniforme da Polícia Militar. Maria Aparecida estava com o namorado e descobriu que ele não era agente da polícia e nem do serviço secreto. Ainda assim, o golpista conseguiu convencê-la que a amava. Foi aí que os dois fizeram o pacto de morte.

Desde a semana passada, Kléber Ferreira Gusmão está preso no Departamento de Polícia Especializada. Nesta quarta-feira, a 2ª DP, responsável pela investigação do caso, envia o inquérito à Justiça.

O estelionatário será indiciado por auxílio e instigação ao suicídio e pode pegar de dois a seis anos de cadeia. Segundo o delegado, a pena pode ser duplicada já que o crime teve motivação egoística.