Mugabe convoca eleições no Zimbábue em 2012

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Publicado domingo, 4 de setembro de 2011 as 18:29, por: cdb

Mugabe convoca eleições no Zimbábue em 2012

Por MacDonald Dzirutwe

JOHANNESBURGO (Reuters) – O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, afirmou que haverá eleições no começo de 2012 e acusou seus rivais de paralisar o processo de criação de uma nova Constituição para prolongar um frágil governo de coalizão, informou neste sábado a imprensa local.

O grupo regional Comunidade do Desenvolvimento do Sul da África tem pressionado o veterano líder a segurar a eleição até depois de um referendo, que deve ser realizado em janeiro, para determinar se a nova Constituição pode ser adotada.

“Não podemos passar de março do próximo ano. Eu vou definitivamente anunciar essa data (das eleições). Não importa o que vão dizer”, afirmou Mugabe em um encontro do partido ZANU-PF, de acordo com o jornal oficial Herald.

“Assim que eu anunciar a data, todos seguirão”, afirmou Mugabe, que até pouco tempo atrás pressionava para que as eleições ocorressem neste ano.

O pleito estava previsto para 2013, mas Mugabe diz que o governo de coalizão ao qual ele foi submetido há dois anos, ao lado de seu principal rival, o primeiro-ministro Morgan Tsvangirai, já passou do tempo.

Especialistas dizem que os partidários de Mugabe querem uma eleição antecipada, temendo que o líder possa não conseguir lidar com as exigências de uma campanha daqui a dois anos, quando ele terá 89 anos de idade.

Tsvangirai inicialmente queria eleições antecipadas, mas seu partido, o MCD (Movimento da Mudança Democrática), diz que ele não participará de qualquer votação sem que haja uma nova Constituição e reformas eleitorais e de segurança.

“Temos aqueles que temem eleições e há muitos no MCD que se sentem intimidados pela perspectiva de outra eleição. Eles temem perder”, afirmou Mugabe.

O governo de unidade do Zimbábue estabilizou uma economia destruída pela hiperinflação e amenizou as tensões políticas.

Entretanto, o desemprego permanece alto e credores internacionais congelaram investimentos cruciais à espera de reformas políticas.

Reuters