Movimento quer liberar maconha nos EUA

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Publicado quarta-feira, 30 de outubro de 2002 as 18:27, por: cdb

Um novo czar das drogas, nos EUA, estaria pronto para colocar todas as suas fichas na aposta de que a maconha será liberada totalmente naquele país. Baseado em Nevada, este chefão quer enfrentar pesos-pesados da economia norte-americana, como o megaespeculador George Soros, Peter Lewis e John Sperling, que lideram o movimento pela descriminalização apenas para o uso medicinal da droga.

– Estas pessoas usam da ignorância e de seu poder financeiro para tentar esmagar o eleitorado. Mas eles não poderão se esconder atrás do dinheiro e terão que vir para o debate – afirmou ao repórter Joel Stein o comandante do movimento pró-liberação da marijuana nos EUA.

Segundo pesquisas nos EUA, apenas 34% dos entrevistados são favoráveis à liberação ampla, geral e irrestrita da cannabys sativa. Mas a grande maioria do público, cerca de 80%, é favorável ao uso da droga para fins medicinais. Um dado, porém, deixa confusos os analistas da opinião pública naquele país: 72% das pessoas não vêem problema algum no uso “recreativo” do fumo, reduzindo-se a pena a quase nada para quem usa ou porta apenas uma pequena quantia de maconha.

As eleições proporcionais, no próximo dia 5 de novembro, irão oferecer um bom termômetro para o debate no Congresso dos Estados Unidos. Nos Estados, as iniciativas liberalizantes já acontecem com a aprovação de leis, como no Arizona e em Ohio, que já descriminalizaram o uso da maconha para fins medicinais. Na cidade de San Francisco, a plantação para a produção de medicamentos também já está liberada. Muitas destas propostas são ainda muito modestas, mas o movimento pro-pot, como é conhecido nos EUA, tem tratado de elevar a temperatura da discussão. O fim medicinal da maconha, segundo afirma a revista semanal, “é uma espécie de estratégia para os grandes defensores da completa descriminalização da maconha”.