Morre ator James Coburn

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Publicado terça-feira, 19 de novembro de 2002 as 17:17, por: cdb

O ator norte-americano James Coburn, lembrado especialmente por seu papel no clássico “Sete Homens e um Destino”, de 1960, morreu na Califórnia, aos 74 anos, vítima de um ataque cardíaco enquanto ouvia música com a esposa em casa, na segunda-feira. A informação foi divulgada pelo empresário de Coburn, Hillard Elkins.

Um dos rostos mais marcantes de Hollywood, Coburn tinha uma história peculiar. Em 1998, após passar uma década lutando contra uma artrite que aleijou sua mão esquerda, ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante por “Temporada de Caça”.

Entre outras produções, atuou em “Mudança de Hábito 2”, “O Professor Aloprado” e, mais recentemente, “Confissões de um Sedutor”, além de dar sua voz ao personagem Henry J. Waternoose, da animação computadorizada “Monstros S.A.”.

“Era um tremendo ator, tinha um grande senso de humor e suas atuações serão lembradas por muito tempo”, disse Elkins.

Apesar dos problemas físicos, Coburn estava animado e vinha trabalhando regularmente, segundo seu agente.

“Vou ter que tirar cinco ou seis scripts do meu escritório, agora que ele não poderá mais filmá-los”, declarou Elkins, com a voz embargada.

Coburn nasceu em Laurel, estado de Nebraska, em 31 de agosto de 1928 e estudou artes dramáticas em Los Angeles e Nova York, onde se lançou como ator de televisão, trabalhando nos seriados “Studio One” e “General Electric Theatre”, nos anos 1950.

Com “Ride Lonesome”, ganhou seu papel de estréia no cinema, em 1959. No ano seguinte, conquistou o reconhecimento público na pele de Britt, um atirador de facas em “Sete Homens e um Destino”.

Em 1963, outro grande momento de Coburn: no épico sobre a Segunda Guerra Mundial, “Fugindo do Inferno”, dividiu a cena com outros “durões” das telas – Steve McQueen e James Garner.

Na década de 80, a artrite interrompeu temporariamente a carreira de Coburn. Para voltar a atuar, dizia que havia se “curado sozinho”, com comprimidos à base de enxofre.

Quando retornou às filmagens, coroou sua invejável carreira com o Oscar pelo papel de Glen Whitehouse, pai do policial interpretado por Nick Nolte.

Na ocasião, ao receber o prêmio, desabafou: “Venho fazendo esse trabalho por metade da minha vida e finalmente conquistei um direito. Alguns de vocês atuam por dinheiro; outros, por amor. Esse é um amor de infância para mim”.