Ministro promete que PF terá todas as informações sobre o vôo 1907

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Publicado terça-feira, 17 de outubro de 2006 as 17:36, por: cdb

O ministro da Defesa, Waldir Pires, pediu que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) repasse à Polícia Federal as informações necessárias à investigação sobre as causas do acidente com o Boeing 737-800, da Gol Linhas Aéreas. Sediado no Rio de Janeiro, o Decea é ligado ao Comando da Aeronáutica e comandado pelo tenente brigadeiro-do-ar Paulo Roberto Cardoso Vilarinho.

Nesta segunda-feira, o delegado da Polícia Federal Renato Sayão, responsável pelo inquérito sobre a queda do avião, foi recebido pelo chefe de gabinete do ministro, Ricardo Midlej. Sayão quer que o Ministério da Defesa ajude a Polícia Federal a obter com a Aeronáutica a escala dos controladores e supervisores de vôo que estavam trabalhando em Brasília, Manaus (AM) e São José dos Campos (SP) no dia do acidente, 29 de setembro.

O delegado precisa da lista para marcar os depoimentos dos controladores e dos supervisores de vôo. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, Renato Sayão também pediu as gravações de conversas entre os pilotos do jato Legacy – que colidiu com o Boeing – e os funcionários das torres de controle, assim como a cópia da transcrição das caixas-pretas do Legacy e do Boeing, que estão sendo analisadas no Canadá.

O documento com o pedido de informações foi examinado pela consultoria jurídica do ministério, de acordo com Waldir Pires.

– A consultoria jurídica já examinou, já me disse da propriedade do pedido feito pela Polícia Federal, não há problema nenhum -, informou o ministro, em entrevista à Agência Brasil.

– Dei instruções no sentido de que o delegado seja imediatamente recebido lá no departamento, converse com o brigadeiro Vilarinho, e todas as coisas serão abertas para o delegado federal, sem nenhuma dúvida -, completou.

Segundo o ministro, o acesso às informações das caixas-pretas dos dois aviões envolvidos no acidente deverá demorar um pouco, porque a análise ainda não foi concluída. Além disso, as equipes de busca no local do acidente ainda não localizaram o cilindro de voz da caixa-preta do Boeing, que contém as gravações da conversas entre os pilotos e as torres de controle.

– A demora é enquanto nós não tivermos as informações das caixas-pretas, porque nós estamos ainda muito no escuro só com as informações que nós temos até aqui. Mas a instrução é de que isso seja aberto, sem nenhuma dúvida, para que nós tenhamos desses estudos, dessa perícia, dessas investigações, uma soma enorme de informações que ajudem a ter uma eficiência cada vez mais tranqüila dos vôos aéreos -, afirmou Pires.