Ministério Público investiga empresas da mulher de Freud Godoy

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Publicado segunda-feira, 23 de outubro de 2006 as 21:27, por: cdb

Os mais novos alvos do Ministério Público Federal são Simone Godoy, mulher de Freud Godoy e duas empresas da família. O MPF avalia que o dinheiro que seria usado para comprar o dossiê contra políticos tucanos pode ter transitado pelas contas das empresas e da mulher do ex-segurança do presidente Lula, apontado em depoimento por Gedimar Passos como a pessoa que mandou pagar pelas informações. Na última semana, o MP reiterou o pedido de quebra dos sigilos bancários de operações em bolsa, cartões de crédito e operações em bolsa em nome de Freud, Simone Godoy e das empresas: Copes Serviços de Vigilância S/C Ltda e Caso Sistemas de Segurança. O objetivo do MP é fazer uma devassa nas contas de Godoy, sua mulher e empresas com o objetivo de checar se, de alguma forma, elas foram utilizadas para financiar a compra do dossiê.

Uma das linhas de investigação do MP diz respeito ao fato de que o Conselho de Acompanhamento das Atividades Financeiras (Coaf) ter identificado, por exemplo, um depósito de R$ 150 mil em espécie feito por Freud na conta da Caso. A Copes, por sua vez, seria constituída pelo casal. Para a procuradoria, há um entrelaçamento econômico e financeiro entre Freud e sua mulher, inclusive no período em que ele ocupou cargo de confiança no Palácio do Planalto.

No entendimento da procuradoria, também não se pode afastar a possibilidade de que a Caso Sistemas de Segurança tenha sido utilizada por Freud Godoy e sua esposa para movimentar dinheiro sem origem conhecida ou mesmo para, eventualmente, esquentar movimentações por intermédio de contratos ou operações de mercado destinadas a amparar o financiamento do dossiê. O MP quer investigar se as empresas de Godoy e sua mulher foram usadas para dar uma fachada legal ao trânsito de recursos destinados ao pagamento.

Para a procuradoria, está claro que os envolvidos no escândalo levantaram dinheiro junto a diversas fontes usando terceiros, fracionaram saques para dificultar o rastreamento. Segundo o MP, é preciso checar se a mulher de Godoy emprestou seu nome para o mesmo tipo de fim, ou seja, para a movimentação de dinheiro destinando à compra do dossiê.