Mínimo e rolagem cambial agradam

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Publicado quarta-feira, 23 de junho de 2004 as 17:50, por: cdb

O dólar encerrou em baixa nesta quarta-feira, vendido a R$ 3,121, pelo alívio de investidores após a Câmara dos Deputados rejeitar o salário mínimo de R$ 275. A rolagem de 27% da dívida cambial que vence no próximo dia 1º também foi vista com bons olhos pelo mercado, o que contribuiu para o recuo da divisa.

A moeda norte-americana caiu 0,38% em relação à véspera. A primeira etapa de negócios do dia foi letárgica, mas logo no início da tarde a divisa chegou a cair 0,57% e foi vendida a R$ 3,115.

– O mínimo foi o que mais animou, já que a rolagem já estava meio no preço. O que deu para perceber é que a maior parte dos que entraram no leilão queriam apenas prêmio mesmo – disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper no Rio de Janeiro.

O governo confirmou maioria na Câmara nesta tarde e os deputados confirmaram o salário mínimo no valor de R$ 260, conforme fixado pelo Executivo em Medida Provisória.

Em leilão realizado à tarde, o Banco Central vendeu US$ 673,6 milhões em contratos de swap cambial, renovando 27% da dívida de US$ 2,494 bilhões em swaps que vence na próxima semana.

Foram vendidos 14,16 mil novos contratos com vencimento em janeiro do ano que vem e julho de 2006. As taxas nominais pagas em leilão foram de 1,94% e 5,36% ao ano, respectivamente.

As taxas médias apuradas de acordo com a demanda total, no entanto, alcançaram 2,07% para o swap que vence em janeiro de 2005 e 5,39% para os contratos que expiram em julho de 2006. A demanda pelos swaps superou em 2,5 vezes a oferta do BC.

– Se o BC aceitasse esses níveis de preço, o mercado iria ficar muito bem na foto. Até eu queria um prêmio desse – ironizou Knauer.

Ele afirmou, ainda que “de qualquer forma, o mercado está entendendo que o Banco Central não quer esse nível de dólar e isso deve dar uma aliviada no mercado”, avaliou o profissional, explicando que as recentes ofertas de hedge (proteção) cambial pela autoridade monetária têm ajudado a desovar os dólares em carteira das tesourarias.

No mês passado, o BC registrou posição comprada em câmbio dos bancos de mais de US$ 3 bilhões. Neste mês, até o dia 21, essa posição recuou para US$ 1,8 bilhão.