Militares dizem que Irã não tolerará ameaças

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Publicado terça-feira, 23 de setembro de 2003 as 11:17, por: cdb

O comandante do corpo dos Guardiães da Revolução iraniana, general Yahya Rahim Safavi, advertiu que o Exército de seu país “não tolerará ameaças ou agressões estrangeiras” contra a República Islâmica. Safavi afirmou que o Exército de seu país “é capaz de defender nossa soberania nacional” e que “os mísseis e o material militar que dispõe mostram sua capacidade dissuasória”.

O comandante fazia referência ao míssil iraniano Shihab III, que apareceu nesta segunda-feira pela primeira vez em um desfile militar em Teerã no 23º aniversário da guerra entre o Irã e o Iraque (1980-88) e que, segundo os especialistas, pode alcançar alvos em Israel. “Certamente, as forças do mundo já entendem que nosso país tem uma grande capacidade militar capaz de servir à paz na região e no mundo, mas nunca permitiremos que a República Islâmica seja intimidada”.

Safavi rejeitou as acusações dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã, segundo as quais tenta desenvolver armas de destruição em massa. Além disso, o general reiterou a oposição de seu país à presença militar anglo-americano na região, em referência à ocupação do Iraque. “A nova situação de segurança no golfo Pérsico criada pelas forças americanas e britânicas e as pressões feitas ao Irã em relação a seu programa nuclear levaram as forças iranianas a mostrarem (no desfile militar) que estão dispostas a defender a soberania nacional de nosso país”, acrescentou.

Por sua vez, o comandante das Forças Aéreas iranianas, general Reza Pardis, advertiu a Israel que “receberá uma resposta devastadora” se atacar as instalações nucleares iranianas. “Estou certo de que Israel não cometerá semelhante erro, porque a reação que receberá das Forças Aéreas e das Forças Armadas iranianas será forte, devastadora e dura”, disse Pardis em declarações publicadas nesta terça-feira pelo jornal árabe internacional Al-Hayat. “Israel sabe da capacidade de nossa força. Temos um plano preparado para responder à qualquer agressão israelense”, reiterou o militar iraniano, cujo país insiste em dizer que seu programa nuclear tem fins pacíficos.