Militar dos EUA diz que civis são poupados em ataques da coalizão

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Publicado quinta-feira, 24 de março de 2011 as 05:35, por: cdb
Libia
Testemunhas afirmaram, que ainda havia francoatiradores disparando contra a população

O comandante dos Estados Unidos para a missão na Líbia, Gerard Hueber, rebateu  relatos sobre mortes de civis durante a ofensiva aérea da coalizão internacional. A declaração de Hueber foi feita após o governo líbio informar  que havia civis entre as vítimas dos ataques.

– Estamos pressionando as tropas terrestres de Gaddafi que estão ameaçando as cidades, disse Hueber. – Nossa missão aqui é proteger a população civil. Por isso, escolhemos nossos alvos e planejamos nossas ações tendo isso como prioridade máxima.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descartou uma ação por terra na Líbia. – Se os ataques aéreos não conseguirem tirar Gaddafi do poder, uma invasão terrestre está fora de questão, disse.

Para o comandante da Aeronáutica da Grã-Bretanha em operação na Líbia, Greg Bagwell, a Força Aérea de Gaddafi não existia mais como ameaça militar. Seis navios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) patrulham a costa líbia para garantir o embargo de armas imposto pelas Nações Unidas ao país.

Líderes ocidentais ainda discutem quem ficará à frente da coalizão internacional responsável pelas operações na Líbia. Os Estados Unidos manifestaram interesse em passar o controle da operação à Otan.

Desde o último dia 19, forças internacionais lançam ataques à Líbia. A coalizão – integrada até o momento pelos Estados Unidos, a França, Grã-Bretanha, o Canadá e a Itália  alega que atua seguindo as orientações do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O conselho aprovou a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre o país em nome da proteção da população civil. O Brasil e mais quatro países se abstiveram na votação. Ontem, as forças da coalizão internacional lançaram ataques aéreos perto de Misrata, que está em poder da oposição, forçando tropas leais a Gaddafi a se retirar dos arredores da cidade.

Testemunhas afirmaram, entretanto, que ainda havia francoatiradores disparando contra a população de tetos de casas e prédios dentro de Misrata. Forças de Gaddafi também retomaram ataques na cidade de Zintan, perto da fronteira com a Tunísia, segundo testemunhas.