Microsoft e Pfizer se unem contra spam de ‘Viagra falso’

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sábado, 12 de fevereiro de 2005 as 11:55, por: cdb

A fabricante de software Microsoft e o maior laboratório farmacêutico do mundo, Pfizer, decidiram se unir para combater redes que enviam e-mails indesejáveis na internet oferecendo um genérico de Viagra para venda.

As duas empresas estão movendo 17 ações judiciais paralelas contra duas “redes internacionais de spam farmacêutico” que vendem o que alegam ser versões genéricas do remédio pela internet.

A Pfizer disse que dois sites citados na ação venderam “medicamentos potencialmente perigosos” e não aprovados por regulamentadores.

Os sites envolvidos são CanadianPharmacy e E-Pharmacy Direct.

Violação

Além disso, a Microsoft moveu três ações contra geradores de spam que promovem drogarias online, tais como Discount RX, Virtual RX e EzeDrugStore.com.

“Juntas, essas redes de spam já mandaram centenas de milhares de mensagens para usuários do serviço de e-mail gratuito Hotmail, da Microsoft, só no último ano”, segundo declaração das duas empresas.

As companhias também alegam que as falsas propagandas por e-mail violam o Ato Can-Spam dos Estados Unidos de 2003, que permite que os americanos escolham não receber mensagens indesejadas.

A Pfizer disse que tem o compromisso de proteger o público dos riscos associados com “a venda ilegal de produtos genéricos falsos e não aprovados que se passam por Viagra”.

As ações foram movidas depois de sete meses de investigações sobre a venda on line de pílulas contra a impotência.

Segundo o processo, computadores baseados em Nova York recebiam os pedidos feitos pela internet, enviavam para um call centre no Canadá que, por sua vez, repassava para a Índia, onde a pílula era produzida.

O remédio era então enviado da Índia para os Estados Unidos de navio e entregue por uma companhia aérea baseada em território americano.