Michael Jackson diz que se opõe à prisão por pirataria na internet

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Publicado terça-feira, 22 de julho de 2003 as 16:39, por: cdb

O “rei do pop” Michael Jackson voltou a surpreender a indústria musical com um comunicado no qual se opõe à prisão daqueles que pirateiam músicas na internet.

– Eu gostaria de que não esquecêssemos que os fãs são os que deram à indústria da música todo o seu sucesso – afirmou o cantor de Bad, cujas vendas recentemente também se viram afetadas pelos problemas com a pirataria na grande rede.

O comunicado emitido por Jackson coincide com a proposta apresentada ao Congresso que quer tornar a pirataria em um crime federal, com pena de até cinco anos de prisão e multas de até 250.000 dólares.

A nota também vem a público no mesmo dia em que começa uma nova campanha patrocinada pelos estúdios de cinema de combate ao fenômeno da pirataria, que “lhes rouba sua forma de vida”. Michael Jackson, de 44 anos, engrossou o coro de seus colegas de profissão ao ressaltar que é errado baixar músicas na internet sem permissão.

– Mas a resposta não pode ser a prisão. Deixaram-me sem fala com a idéia de mandar os fãs para prisão por baixarem músicas na rede – esclareceu.

– Nos Estados Unidos, criamos novas oportunidades a partir de nossas adversidades, não de leis punitivas – frisou o intérprete, que mantém um rígido controle sobre sua obra e que possui os direitos autorais do catálogo musical dos Beatles.

Na indústria cinematográfica, os principais estúdios também manifestaram a necessidade de serem buscadas alternativas legítimas para a pirataria, que também parece avançar em seu mercado.

Porém, por enquanto, a campanha iniciada por este setor se limita a veicular anúncios que mostram membros menos visíveis desta indústria, como maquiadores, pintores e eletricistas, e que explicam ao público como a pirataria tira o trabalho deles.

– Não espero que ninguém me ache simpático – como presidente de uma das divisões dos estúdios Fox, disse Peter Chemin.

– Mas queremos comunicar que há outras vidas humanas em jogo e que não se trata apenas de milionários fazendo menos milhões – acrescentou.