MG: índios mantêm reféns há quase quatro dias

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Publicado segunda-feira, 19 de março de 2007 as 11:24, por: cdb

A situação é tensa na manhã desta segunda-feira na aldeia dos Índios Pataxós, em Carmésia, a 200 km de Belo Horizonte (MG), onde dois funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) são mantidos reféns há mais de três dias.
 
Uma reunião estava marcada para às 9 horas na prefeitura da cidade entre coordenadores da Funasa e os quatro caciques da reserva, mas as lideranças indígenas não concordaram em fazer qualquer encontro fora da aldeia.
 
– Na conversa que nós (índios e Funasa) tivemos aqui, ficou combinado que as reuniões serão todas na reserva. É aqui que somos fortalecidos. Se a gente sair da tribo, a Funasa vai tentar enrolar agente – explicou a cacique Nete Pataxó.
 
Uma equipe formada por três funcionários da Funasa, entre eles o coordenador da fundação em Belo Horizonte, Ronaldo Cerqueira, está, desde a madrugada de hoje, hospedada em um hotel da cidade de Guanhães, próxima à reserva.
 
Oito policias federais de Belo Horizonte, entre eles um delegado, acompanham o grupo. O prefeito de Carmésia, Roberto Keller, está na aldeia Pataxó para acompanhar a negociação. Ainda segundo a cacique Nete Pataxó, os dois funcionários que estão presos no casarão-sede da aldeia, Altino Barbosa Neto e Antônio Divino, passam bem.
– Até mesmo o Divino, que não estava comendo, agora está bem. No sábado, a pressão dele subiu e ele passou mal. A gente insistiu para leva-lo no médico mas ele recusou – completou.