Mercado de serviços de comunicação de dados deve gerar US$ 1,7 bilhão

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Publicado segunda-feira, 17 de setembro de 2001 as 16:34, por: cdb

Crescimento acima de 15% em 2001. Esta é uma das projeções apontadas pelo relatório Brazil Data Network Services – 2001 da IDC Brasil, que traçou um quadro bastante abrangente do mercado de serviços de comunicação de dados no país, não só quantificando este segmento em 2000 como projetando o valor total deste mercado, incluindo nessas projeções os número de acessos, linhas e tipos de acessos em uso – se X.25, frame relay, ATM, IP ou linhas dedicadas – até 2005.

O relatório também detalha e aponta tendências para o mercado de serviços de comunicação de dados por velocidade de acesso, além de apresentar a distribuição dos serviços por segmento empresarial, mercado vertical, tipo de tráfego e meio de transporte dos dados. O estudo da subsidiária brasileira do instituto norte-americano de pesquisa de mercado Inclui ainda o detalhamento sobre as tendências, regulamentação e os principais fatores aceleradores e inibidores para o crescimento deste segmento no Brasil.

De acordo com a IDC Brasil, as projeções para este mercado já em 2001 são bastante positivas, com um crescimento em torno de 16% de crescimento em relação ao ano passado (desconsiderando-se a defasagem cambial) e uma receita total prevista de US$ 1,7 bilhão. De acordo com o analista sênior de telecomunicações da IDC Brasil, Cláudio Almeida, as expectativas são ainda maiores se a análise incluir o auxílio do governo, com o uso de parte do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) nos projetos para ampliação das redes de interligação entre órgãos e empresas estatais.

A onda de parcerias e fusões deverá ser acentuada a partir de 2002, segundo o estudo, com a liberalização total do mercado brasileiro de telecomunicações. Para Claudio Almeida, dois fatores serão importantes para a concretização desta tendência: a necessidade dos atuais operadores em ampliar suas regiões geográficas de atuação e a diversificação dos seus serviços.

O relatório mostra ainda que, no ano passado, o mercado faturou US$ 1,5 bilhão, o que representa um crescimento de 20% em relação a 99, sendo que a maior fatia ainda se encontra no segmento de linhas dedicadas ou clear channels, como são conhecidas, com cerca de 61%. Já o acesso X.25 diminuiu sua participação de mercado para 13% e deverá perder ainda mais espaço nos próximos anos, devido à transição dos seus clientes para outras tecnologias como o frame relay, que obteve um aumento de participação, ficando com 13% do total do mercado. O analista da IDC Brasil explica que estas mudanças se devem à migração dos clientes X.25 para as redes frame relay e a acentuada queda de preços do acesso.

Enquanto isso, os acessos IP foram a grande surpresa do mercado de acordo com o estudo, ficando com 9% de participação somente com os faturamentos provenientes da comercialização dos acessos dedicados.

A pesquisa revela também que a Região Sudeste concentra a maioria dos operadores e clientes, sendo responsável por 76% de toda a receita de dados no país, com o maior parque instalado de anéis de fibras ópticas e cabendo ao Estado de São Paulo uma fatia de 39% do total da receita nacional

De acordo com o relatório do IDC, cerca de 70% do mercado potencial é composto por pequenas e médias empresas, geograficamente dispersas nas diversas regiões, sendo que mesmo assim, a infra-estrutura dos operadores não foi desenvolvida para atender tamanha demanda.