Megaoperação na Europa termina com 41 suspeitos presos

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Publicado quinta-feira, 1 de abril de 2004 as 10:08, por: cdb

Autoridades de cinco países da Europa realizaram ações policiais durante a madrugada desta quinta-feira contra um grupo militante turco de extrema esquerda e 41 pessoas foram presas, disseram funcionários do ministério do Interior turco.

A agência de notícias estatal do país publicou declarações dos funcionários dizendo que as incursões foram realizadas na Turquia, Itália, Alemanha, Bélgica e Holanda após um ano de cooperação entre as polícias destes países.

Vinte e cinco pessoas foram presas na Turquia e 16 nos outros países. Uma fonte da polícia na Holanda disse que foi realizada uma ação, mas que ninguém foi preso. Mais cedo, a polícia da Itália disse que cinco pessoas foram presas na cidade de Perugia, na região central da Itália, por sua relação com o Partido-Frente Revolucionário de Libertação Popular (DHKP-C).

O grupo, que não tem relação com radicais islâmicos, é uma das maiores facções de extrema esquerda da Turquia. “Não estamos lidando com islamistas. O que temos aqui é uma organização muito forte, o DHKP-C, que tem uma forte tradição marxista-leninista”, disse Giampaolo Ganzer, comandante da unidade “Ros” da força policial paramilitar italiana conhecida como Carabinieri. “Eles têm ligação com grupos anti-imperialistas na Itália”, disse ele à Reuters.

O grupo assumiu no ano passado a responsabilidade por pequenas explosões em uma lanchonete McDonald’s e em um hotel estatal de Istambul. As explosões, segundo eles, era um protesto contra a guerra liderada pelos Estados Unidos no Iraque. Ninguém ficou ferido nos ataques.

O DHKP-C também realizou um ataque suicida em setembro de 2001 em Istambul, que matou dois policiais e um turista australiano, além do suicida. Autoridades turcas disseram que o grupo também foi responsável pela tentativa de ataque suicida em maio em Ancara, onde a única vítima foi a mulher suicida.

A União Européia, bloco do qual a Turquia espera tornar-se membro, colocou o DHKP-C em sua lista negra de organizações terroristas.