Médicos lançam frente em defesa do SUS

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 22 de agosto de 2016 as 15:06, por: cdb

Segundo sindicato de médicos paulista, governo interino retira investimentos do Sistema Único de Saúde, transfere responsabilidades e pode levar a caos na saúde

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

 

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) lançou a Frente em Defesa do Sistema Único de Saúde. Segundo o diretor da entidadeJosé Erivalder Guimarães, a iniciativa tem como objetivo garantir o direito assegurado pela Constituição à população de ter atendimento público de saúde de qualidade e integral. A frente também luta contra as propostas do governo de Michel Temer que reduzem os investimentos em saúde e cria a possibilidade de as empresas oferecem planos de saúde a preços baixos.

O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) lançou a Frente em Defesa do Sistema Único de Saúde
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) lançou a Frente em Defesa do Sistema Único de Saúde

– A proposta do plano de saúde popular significa a população pagar mais um pouco para ter um atendimento ruim e restrito. Quando o usuário necessitar de uma cirurgia, por exemplo, vai ter que ir para o SUS – afirma Guimarães, em entrevista nesta segunda-feira à Rádio Brasil Atual.

– As propostas que estão vindo, como a PEC 241 e 257, vão limitar o concurso público e diminuir os investimentos na área da saúde, vai piorar o caos que já existe – denuncia o sindicalista. Segundo ele, se o SUS já não consegue atender toda a população brasileira com os atuais investimentos, os cortes planejados pela gestão Temer levarão a resultados desastrosos.

– Nós sabemos que o acesso ao SUS é difícil. Entretanto, ele é reconhecido mundialmente como um dos bons projetos que conseguiram ser viabilizados, no mundo, na área da saúde. Nós somos referência na vacinação, no tratamento dos aidéticos, no transplante renal e em uma série de áreas. Entretanto, há questões de acesso que são o grande gargalo, e ele existe porque falta financiamento. Com a proposta desse governo, tirando mais dinheiro, vai piorar e aumentar o risco de voltar algumas epidemias e doenças sobre as quais já temos um controle efetivo. Essas propostas podem criar um caos.

Sindicato cria canal de denúncias

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo lançou um canal para receber as denúncias de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. A ideia surgiu a partir do caso de uma repórter do portal IG que denunciou o funkeiro Mc Biel por assédio sexual, provocando ampla repercussão nas redes sociais e desencadeando uma campanha de jornalistas contra a naturalização do machismo e o assédio sexual na categoria. “Nós sabemos que é uma prática comum nas redações e nas entrevistas. A jornalista teve a coragem de fazer a denúncia e se manter firme, porque, em geral, a questão é difícil para a maioria das mulheres”, explica a diretora da entidade, Priscilla Chandretti, em entrevista à repórter Anelize Moreira da Rádio Brasil Atual.

O canal foi lançado na semana passada A diretora do sindicato explica que as denúncias podem ser feitas por e-mail ou por telefone, e a partir dela, a entidade dará respaldo jurídico à vítima. “Se a pessoa quiser ter sigilo, haverá a garantia. A denúncia chegará a uma das diretoras do sindicato, porque sabemos que é mais fácil conversar com uma mulher que já passou por situações parecidas, e vamos discutir como combater a questão.”

Maria José Braga, que passará a ocupar a presidência da Federação Nacional dos Jornalistas a partir desta quarta-feira, explica que um dos desafios é avançar na legislação para que seja caracterizado crime de assédio também em relações horizontais. “Primeiro que ela é restritiva, coloca a questão do assédio somente na relação hierárquica, quando há uma subordinação da vítima. Isso é falho, porque pode ocorrer nas relações entre colegas, que muitas vezes não têm o apoio do empregador para fazer a denúncia.”

Segundo Maria, a sua gestão irá investir em campanhas de encorajamento e mapeamento de assédios na categoria. “As mulheres vítimas já estão mais amparadas, mas isso precisa ganhar uma dimensão pública mais confiável. Ela precisa ter confiança de que pode e deve denunciar. Nós vamos tentar criar com os sindicatos essa porta de acolhimento para as jornalistas.”

O canal de denúncia deste tipo de agressão pode ser feito pelo telefone 11-99300-1382, ou através do [email protected]