Mato Grosso do Sul assina adesão ao Plano Nacional de Segurança

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Publicado segunda-feira, 23 de junho de 2003 as 18:25, por: cdb

O Ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, e o governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT, assinaram nesta segunda-feira, a adesão do estado ao Plano Nacional de Segurança.

A solenidade ocorreu na abertura do Primeiro Fórum de Combate ao Crime Organizado. Mato Grosso do Sul é considerado um dos principais corredores do tráfico de drogas e de remessa ilegal de dinheiro para fora do país, e faz fronteira com o Paraguai e a Bolívia, maiores produtores de maconha e cocaína.

A situação geográfica do estado e a deficiência nas estruturas de combate ao crime organizado tornam a região atraente para o crime organizado.

– Precisamos ganhar essa guerra, porque senão o país vai ficar inabitável – disse o ministro. Para ele, não é possível continuar a conviver com essa situação.

– Com toque de recolher dos traficantes, com homicídio nas portas das casas das pessoas, com assaltos e seqüestros, enfim todo tipo de criminalidade como o tráfico de armas, de seres humanos, de drogas – citou.

De acordo com o ministro, as pessoas que pensam que ajudam ao propor aumento de penas, criação da pena de morte ou outras instituições para combater o crime, na verdade estão atrapalhando.

– Quando se faz um projeto aumentando uma pena, isso acalma um processo, mas o crime não deixa de existir, uma vez que as coisas estão aí e a única maneira de enfrentar a realidade do crime organizado é um sistema eficiente e organizado de combate – afirmou.

O primeiro Fórum Estadual de Combate ao Crime Organizado contou com a presença de mais de mil pessoas, entre autoridades, advogados criminalistas e todos os segmentos da sociedade.

De Campo Grande, o ministro e comitiva seguiram para Corumbá. Pela manhã, durante audiência com o governador Zeca do PT, Thomaz Bastos anunciou a criação de divisões da Polícia Federal, que terão a responsabilidade de efetuar o patrulhamento da fronteira.

Ele confirmou também a licitação do presídio federal em Campo Grande, o primeiro de um total de seis, que serão construídos no Brasil.