Marina defende políticas estruturais para o meio ambiente

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Publicado quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 as 20:18, por: cdb

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, respondeu às críticas sobre uma aparente insuficiência das políticas federais para o setor com uma avaliação positiva de sua participação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

– Não precisamos rezar alto na sinagoga – disse a jornalistas Marina Silva nesta quinta-feira, argumentando que as políticas do governo não precisam fazer barulho para serem eficientes. Ela participa da 5a edição do Fórum Social Mundial na capital gaúcha.

A ministra negou que esteja sendo pressionada para deixar seu cargo na administração federal ou que tenha pretensão de entrar na disputa pelo governo do Acre, seu Estado de origem.

Marina Silva lembrou que a atuação de sua equipe prioriza a implantação de programas estruturais e aposta no controle junto a agentes financiadores públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para impedir a aprovação de obras de infra-estrutura danosas ao meio ambiente.

A ministra aponta como conquista dos dois anos na administração federal, a inclusão do Ministério do Meio Ambiente na elaboração dos critérios para licitações do setor elétrico e exploração de petróleo.

Mesmo assim, alguns projetos que estão na pauta do governo como a transposição das águas do Rio São Francisco, a construção de novas hidrelétricas e estradas de rodagem na Amazônia, assim como a indefinição das autoridades sobre as condições de liberação dos organismos geneticamente modificados, têm provocado protestos.

Marina recusa a idéia de que tenha sido derrotada na disputa pela liberação do plantio de soja transgênica e continua apostando na possibilidade de interferir na tramitação da Lei de Biossegurança na Câmara dos Deputados.

– Não gosto da idéia de morrer na véspera – resumiu a ministra.