Marcada primeira audiência do vôo 1907 em Nova York

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 14 de novembro de 2006 as 15:19, por: cdb

Foi marcada para o próximo dia 18 de dezembro a primeira audiência para julgar o pedido de indenização às famílias das vítimas do acidente do vôo 1907 da Gol, ocorrido em 29 de setembro. O documento foi protocolado pelos advogados do escritório Lieff Cabraser Heimann & Bernstein, sócios do advogado Leonardo Amarante nos Estados Unidos. Dez famílias de vítimas do acidente são representadas na ação contra a ExcelAire, dona do jato Legacy que se chocou com o Boeing da Gol, e contra a Honeywell, fabricante do TCAS, equipamento que sinaliza rota de colisão entre aeronaves.

Esta primeira audiência será uma prévia judicial, como é de costume na Justiça norte-americana.

– A reunião será dividida em três etapas. A primeira será a apresentação do caso ao juiz, depois será discutido o plano de provas e, para finalizar, será debatida a forma como será desenvolvido o processo -, explicou Amarante.

A hipótese mais provável apresentada pelos advogados é de que teria ocorrido falha humana por parte dos dois pilotos norte-americanos. Caso isso se confirme, o processo será direcionado para a empresa ExcelAire e, em caso de confirmação de pagamento de indenização, este será feito pela seguradora desta empresa. A outra hipótese de encaminhamento do processo pode levar os advogados a acionar a Honeywell.

O advogado informou que deve acrescentar outras 13 famílias do acidente com o Boeing da Gol na próxima semana.

– Representamos 23 famílias e poderemos acrescentar ao processo quantas famílias nos procurarem. Não há impedimento para isso -, disse Amarante, que pretende acompanhar a audiência ao lado dos advogados do escritório norte-americano.

Segundo Jorge André Cavalcante, representante da associação de parentes das vítimas do acidente com o Boeing da Gol, a informação mostra que os procedimentos tomados por este grupo de familiares foi o mais correto.

– É, com certeza, uma ótima notícia. Não estou no papel de indicar a contratação de advogados por parte dos parentes das vítimas, mas o problema é que existe muita gente querendo se oferecer para entrar com processos no exterior e depois vender o processo para grandes escritórios nos Estados Unidos. Isso é um absurdo -, disse.