Manuscritos do Mar Morto expostos pela primeira vez fora de Israel

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Publicado quarta-feira, 18 de junho de 2003 as 17:05, por: cdb

Fragmentos de manuscritos do Mar Morto, considerados uma das maiores descobertas arqueológicas do século XX, estão sendo expostos desde a última terça-feira, pela primeira vez fora de Israel, em um museu de Montreal.

Encontrados por acaso em 1947 por um beduíno que procurava uma cabra em uma caverna, estes documentos são as peças centrais de uma exposição sobre as origens da Biblia no museu arqueológico Pointe-à-Callières de Montreal, a qual irá até novembro. indo depois para o museu das civilizações de Ottawa.

– Os manuscritos do Mar Morto são o mais importante patrimônio de Israel, e talvez dos judeus. São como nossa Mona Lisa – disse James Snyder, diretor do museu de Israel em Jerusalém.

Mais de 950 fragmentos foram encontrados nas cavernas próximas ao Mar Morto, e todos fornecem informações inestimáveis para os arqueólogos e teólogos sobre a origem do cristianismo e do judaísmo.

O museu de Montreal conseguiu emprestados três dos sete primeiros manuscritos descobertos, com a condição de mantê-los sob uma escassa luminosidade, com uma claridade de apenas 40 segundos por minuto e protegidos da umidade.

Dois destes textos, que datam do século I a.c., “a guerra dos filhos da luz contra os filhos das trevas” e “a regra da comunidade”, resistiram bem à passagem do tempo.

O terceiro, um trecho do livro de Isaías B., reduzido a alguns centímetros quadrados de couro queimado pela oxidação do ar, jamais tinha sido mostrado ao público.

Além dos manuscritos, a exposição “A arqueologia e a Biblia” inclui outras preciosas antiguidades, que também saíram pela primeira vez de Israel.

A singular mostra relata mais de 1.000 anos da história do povo hebreu, os quais vão desde o rei Davi até a invasão de Jerusalém pelos romanos no ano 70.