Mantega acredita que o Brasil já cresce 4% nesse trimestre

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Publicado sexta-feira, 27 de outubro de 2006 as 12:56, por: cdb

Ministro da Fazenda, Guida Mantega disse em palestra para empresários do setor de petróleo, no Rio, na manhã desta sexta-feira, que o país cresce, nesse segundo semestre, “a mais de 4%”. Mantega afirmou que não sabe qual será o resultado final do crescimento do PIB em 2006, mas acrescentou que “o ano encerra uma fase de crescimento moderado e, em 2007, começará a fase de crescimento acelerado no Brasil”.

O ministro previu, ainda, que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em torno de 4% em 2007.

– Há estabilidade de preços que permite fazer uma política monetária mais flexível – previu.

Para o ministro, “a ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) desta semana permite uma visão otimista do que vai acontecer ainda este ano com os juros”.

Guido Mantega acrescentou que “hoje o superávit primário é algo definitivo” no país.

– Compramos essa idéia de fazer o superávit até que a relação dívida pública/PIB caia a patamares bem inferiores aos atuais 50% – disse.

Economista e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mantega acredita que o superávit primário de setembro, de 4,28% do PIB, foi afetado pelo pagamento antecipado do 13º salário a aposentados e pensionistas e, sem esse impacto, o superávit teria alcançado 4,56% no mês, maior do que os 4,51% de setembro do ano passado.

– As contas públicas estão equilibradas – disse Mantega a empresários. Ele reafirmou ser contra choques fiscais.

Caso o Brasil continue realizando um superávit primário de 4,25% nos próximos anos, crescendo em torno de 5% e reduzindo os juros, “caminhamos para o déficit nominal zero”, diz ele.

Mantega também disse que, para chegar a esse objetivo, o governo precisará fazer um esforço para reduzir os gastos correntes.

– Proponho que se coloque um redutor no gasto corrente, modesto, de 0,1% a 0,2% ao ano em relação ao PIB. “Hoje é 17,6% do PIB e cairá progressivamente. Como o PIB vai crescendo, os gastos vão sendo contidos sem grande esforço e sem desativar os programas sociais – concluiu.