Manifestantes entram em choque com militares no Peru

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Publicado quinta-feira, 29 de maio de 2003 as 01:07, por: cdb

Forças de segurança e manifestantes se enfrentaram no norte do Peru, no primeiro dia após a decretação de 30 dias de estado de emergência no país.

Na cidade de Chiclayo, por exemplo, ocorreram violentos confrontos entre manifestantes e policiais que usaram gás lacrimogênio para dispersar os grevistas.

Não se sabe ainda se há feridos em conseqüência dos confrontos.

Tropas e tanques também foram para as ruas em vários pontos da capital do Peru, Lima. O governo determinou que as forças de segurança “restaurem a lei e a ordem no país”, que teria sido abalada pela greve geral que atinge o país.

Popularidade baixa

Em Lima, os militares dispensaram uma manifestação na porta do Congresso Nacional, mas não houve confrontos.

O presidente do Peru, Alejandro Toledo, decretou estado de emergência por 30 dias, segundo ele, visando conter as diversas greves decretadas recentemente.

De acordo com o presidente, as paralisações estão violando “direitos fundamentais” de todos os peruanos.

Segundo o governo, mais de 8 milhões de crianças estão fora da escola há duas semanas.

Mas professores, profissionais de saúde e fazendeiros disseram que não vão voltar atrás em suas reivindicações por salários melhores e impostos mais baixos.

Um correspondente da BBC no Peru informou que os militares desbloquearam estradas ao redor do país que estavam sendo controladas por manifestantes.

Com a decretação do estado de emergência, estão revogados os direitos de ir e vir, além do direito de se realizar reuniões.

As forças de segurança podem deter pessoas e entrar em residências privadas sem mandado de busca.

Correspondentes informam que os manifestantes se tornaram um problema a mais para o presidente que está sofrendo com o mais baixo índice de popularidade desde que assumiu o poder há dois anos.

No momento, apenas 14% da população aprova a administração de Toledo.