Manifestação reúne mais de 300 médicos residentes no Rio

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Publicado terça-feira, 14 de novembro de 2006 as 15:09, por: cdb

Mais de 300 médicos residentes participaram, nesta terça-feira, de ato unificado, promovido pelo comando de greve da categoria, na Praça da Cruz Vermelha, em frente à sede do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O setor de Radiologia do hospital, referência no tratamento da doença na América Latina, é um dos mais prejudicados pela paralisação.

O presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro, Bruno Morisson, alegou a importância de mostrar a força do movimento e dos esclarecimentos que poderiam ser prestados à população para justificar a realização do ato público previamente marcado, apesar da forte chuva que caiu pela manhã.

Segundo Morisson, atualmente, os médicos residentes são responsáveis pelo atendimento em vários setores dos principais hospitais do país, mas estão com o valor da bolsa-auxílio defasado.

– Uma das principais reivindicações é o reajuste da bolsa-auxílio, que está defasada há cinco anos. Um médico residente recebe hoje R$ 5 por hora de trabalho. Pedimos um reajuste de 53%, e a contraproposta do governo foi de 30% para 1º de Janeiro (2007) e o restante escalonado até julho de 2007. Mas esse projeto previa a prioridade desse reajuste -, garantiu Morisson.

Ele disse que a greve, iniciada no último dia 1º, vai continuar até que o governo federal mande uma medida provisória ao Congresso Nacional, determinando o aumento da bolsa-auxílio. No entanto, Morisson considerou positivo o envio ao Congresso do projeto de lei que eleva o valor da bolsa de R$1.470,00 para R$ 1.916,45, apesar de não ter sido em caráter de urgência.

Os médicos residentes de todo o país marcaram para a próxima quinta-feira, às 15 horas, a mobilização pelo Dia D Nacional – Medida Provisória Já. No Rio de Janeiro, os grevistas não promover manifestação em frente à sede do Hemorio, onde vão doar sangue.