Mais de dois milhões de muçulmanos prosseguem a “lapidação de Satã”

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 21 de janeiro de 2005 as 08:39, por: cdb

Quase dois milhões e meio de fiéis muçulmanos que participam da grande peregrinação anual à Meca prosseguem nesta sexta-feira o perigoso ritual, iniciado na quinta-feira, de “lapidação de Satã”, no vale de Mina, ao lado da primeira cidade santa do Islã.

O primeiro dia de lapidação não registrou incidentes durante o percurso de dois níveis onde se encontram as “jamarat”, três colunas de pedra que simbolizam Satã.

Como manda a tradição, os peregrinos atiraram sete pedras cada contra uma das três “jamarat”, chamada “Al-Aqaba Al-Kubra”.

Nesta sexta-feira, os peregrinos lançarão pedras contra as três “jamarat” e farão o mesmo no sábado.

Antes de seguir para Mina e participar na lapidação, a maioria dos fiéis prefere cumprir a grande oração de sexta-feira na Grande Mesquita de Meca.

O governo saudita gastou 28 milhões de dólares para modernizar as “jamarat” depois da morte de 251 peregrinos no ano passado.

As colunas que simbolizam Satã foram substituídas por muros de 25 metros de altura, que as pedras dos peregrinos podem alcançar mais facilmente, e o muro circular foi trocado por uma barreira favorece o deslocamento dos fiéis.

Para maior segurança, o muro de pedra foi coberto do lado de fora por uma espessa capa impermeável para amortecer os choques.

Também foram instaladas câmeras e detectores especiais para permitir que as forças de segurança intervenham no caso de incidentes ou para reduzir o fluxo de peregrinos se necessário.

De acordo com a tradição, foi neste local onde Satã apareceu em três ocasiões, primeiro ante Abraão, considerado pelos muçulmanos o primeiro monoteísta, depois para sua mulher Hagar e em seguida ante seu filho Ismael.

Para manifestar seu desprezo, Abraão e sua família jogaram cada um sete pedras.