Maior serial killer da história americana confessa 48 assassinatos

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Publicado quarta-feira, 5 de novembro de 2003 as 18:42, por: cdb

Gary Ridgway, de 54 anos, declarou-se nesta quarta-feira, culpado pelas mortes de 48 mulheres, o que pode resolver um dos maiores casos de assassinatos em série na história dos Estados Unidos. “Assassinei tantas mulheres que me custa lembrar de todas elas”, afirmou Ridgway a uma corte de Seattle, no Estado de Washington.

Ridgway, que é um pintor de carros, admitiu ser um serial killer há 21 anos. O acusado afirmou ter feito um acordo com o promotor público Jeff Baird – ele teria admitido a culpa para evitar ser condenado à de morte. Mediante este acordo com a promotoria, Ridgway será sentenciado à prisão perpétua sem possibilidade de redução de pena.

– Meu plano era: assassinar tantas mulheres que eu considerava prostitutas quanto pudesse -, acrescentou Ridgway.


Parentes de muitas das vítimas choraram em silêncio na corte. Os advogados de Ridgway fecharam um acordo com a promotoria segundo o qual ele será poupado da pena de morte e cumprirá sentença de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. O acordo assinado em 13 de junho inscreve mais assassinatos em sua ficha criminal do que qualquer outro assassino em série da história dos Estados Unidos.

Desde a assinatura do acordo, Ridgway, trabalhou ao lado dos investigadores para recuperar restos mortais ainda desaparecidos de algumas das vítimas. A orgia sangüinária do Assassino do Rio Verde começou em 1982, quando atacava mulheres da região de Seattle, principalmente prostitutas e mulheres que fugiam de casa.

Os corpos das primeiras vítimas foram jogados no Rio Verde, dando origem ao nome pelo qual a imprensa passou a referir-se a ele. Os crimes pareceram parar tão repentinamente como começaram. A promotoria acreditava que a última vítima do Assassino do Rio Verde havia sido morta em 1984, mas Ridgway admitiu ter cometido um crime em 1990 e outro em 1998.

Ridgway, de 54 anos, morava em Auburn, um distrito de Seattle, e foi detido em 2001, sendo obrigado e abandonar seu emprego de pintor de caminhões. A promotoria informou que técnicas avançadas de análise de DNA possibilitaram comparar amostras de saliva extraídas de Ridgway em 1987 com amostras colhidas no corpo de três de suas primeiras vítimas. No tribunal, os advogados de acusação apresentaram os detalhes de cada caso e pediram para que Ridgway confirmasse ou negasse.

Depois de admitir os crimes, já era esperado que ele se declarasse culpado. Em sua admissão de culpa, ele revelou ter assassinado todas as mulheres no condado de King, perto de sua casa, ou dentro de seu caminhão, não muito longe de onde encontrava as mulheres.

-Na maior parte dos casos, quando matei essas mulheres, eu não sabia seus nomes, Na maioria dos casos, matava no mesmo dia em que as conhecia. Também não me lembro muito bem do rosto delas – confessou..

Ele manifestou diversos motivos para assassinar as prostitutas. “Odeio a maioria das prostitutas e não queria pagar para manter relações sexuais com elas”, revelou. “Além disso, escolhi as prostitutas como vítimas porque era fácil sair com elas sem ser notado. Eu sabia que elas não seriam imediatamente dadas como desaparecidas, e talvez nunca viessem a ser. Escolhi as prostitutas porque pensei que poderia matar quantas eu quisesse sem ser pego.”
Em muitos casos, Ridgway manteve relações sexuais com suas vítimas antes de estrangulá-las.

Ele passou a ser investigado pelas mortes em 1984, quando o namorado de uma das vítimas relatou à polícia tê-la visto pela última vez entrando num caminhão que foi identificado como sendo de Ridgway.