Luxemburgo gostaria de treinar um time europeu

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Publicado terça-feira, 6 de dezembro de 2005 as 10:35, por: cdb

Os clubes brasileiros largaram rápido na corrida pela contratação de Vanderlei Luxemburgo. Mas o treinador, demitido neste domingo do Real Madrid, deseja continuar no futebol europeu.

Luxemburgo, que prometeu não falar publicamente sobre sua demissão até o final desta semana, afirma já ter recebido propostas de um clube da Alemanha e da Inglaterra, além de outras duas agremiações nacionais, que seriam Santos e Flamengo.

A prioridade do treinador é acertar com um clube europeu. Teme que seu currículo fique manchado pelo fracasso no continente onde sempre demonstrou vontade de trabalhar.

Outra alternativa é esperar a Copa do Mundo para depois voltar à seleção brasileira. Luxemburgo é o preferido de Ricardo Teixeira, o presidente da CBF.

O treinador fica na Espanha mais alguns dias para acertar sua mudança e se desfazer de bens que comprou na sua passagem de menos de um ano pelo Real.

Enquanto isso, Juan Figger, empresário que o ajudou a emplacar no clube, tentará encaixar Luxemburgo em outro emprego num clube ou seleção européia.

Nesta segunda-feira, ficou ainda mais evidente a divisão que havia entre espanhóis e o clã brasileiro chefiado pelo técnico no Real Madrid. O zagueiro Pavón disse que a “mudança foi drástica, mas boa”.

Antes da demissão do treinador, o capitão Raúl, em um almoço com os dirigentes do time, queixou-se do comportamento de Luxemburgo, que não contou com o apoio de Emílio Butragueño e Arrigo Sachi, os homens do presidente Florentino Pérez no futebol do clube espanhol.

Os jogadores brasileiros não gostaram da demissão do compatriota, mas evitaram críticas públicas aos cartolas.

– Luxemburgo era um profissional que estava tentando fazer as coisas da melhor forma, mas não foi possível – afirmou o meia-atacante Júlio Baptista.

Antes mesmo de ser demitido, por telefone, Luxemburgo já havia jogado a toalha. A Folha de S.Paulo apurou que o treinador tomou a decisão de deixar o clube, mesmo que não fosse demitido, no sábado, logo após a magra vitória sobre o Getafe, quando novamente foi vaiado pelos torcedores.