Lula vê indícios para a queda da taxa de juros

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Publicado quinta-feira, 29 de maio de 2003 as 15:42, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em São Bernardo do Campo que os atuais índices de inflação permitem pensar na queda dos juros básicos da economia, hoje em 26,5%.

Em discurso para cerca de 3 mil funcionários da fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, Lula justificou a manutenção das altas taxas de juros em seus cinco meses de governo como a única alternativa para o controle da inflação.

– Depois de vários meses, há vários indícios de que a taxa de inflação está sob controle e a tendência é cair – disse.

– Não pensem que o Palocci (Fazenda) e o Meirelles (Banco Central) não querem que os juros caiam. Só queremos e é preciso criar bases sólidas na economia para o país ter credibilidade – disse.

Críticas

A exemplo da última terça-feira (27), quando chamou os donos de postos e distribuidores de combustíveis de malandros por não repassarem ao consumidor a queda dos preços dos produtos, ele voltou a fazer críticas aos empresários, desta vez aos que não vêm repassando a queda da inflação para seus produtos.

Ao citar o exemplo do aço, que tem o preço atrelado ao dólar mas não caiu na mesma na mesma proporção da queda da moeda norte-americana, Lula voltou a falar na “esperteza” e “malandragem” de alguns setores da economia.

Lula recebeu a doação de 225 toneladas de alimentos para o programa Fome Zero, principal bandeira do governo petista.

Estavam presentes à cerimônia na Ford, os presidentes da montadora no Brasil e América do Sul, Antônio Maciel e Richard Canny Walkmin, respectivamente, os ministros Francisco Graziano (Combate à Fome) e Celso Amorim (Relações Exteriores), o assessor especial da presidência, Oded Grajew, o deputado Vicentinho (PT-SP), os senadores por São Paulo Aloizio Mercadante (PT), Romeu Tuma (PFL) e Eduardo Suplicy (PT), o presidente do Sesi, Jair Meneguelli, e o presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, Luiz Marinho, além do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).