Lula promete mais crescimento em 2006

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Publicado segunda-feira, 26 de dezembro de 2005 as 13:32, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, na última edição do ano de seu programa semanal de rádio, que o tempo do sacrifício chegou ao fim, prometendo redução dos juros e aumento dos investimentos para consolidar um crescimento maior da economia em 2006.

– Fizemos alguns sacrifícios para que a gente pudesse controlar a inflação, agora começou uma redução da política de juro que eu acho consistente. Eu não prometo, eu garanto ao povo brasileiro que nós vamos ter o Brasil se desenvolvendo muito mais em 2006, com um crescimento mais vigoroso e mais sólido, porque nós fizemos o que tínhamos que fazer em 2003, 2004 e 2005 – disse.

O Banco Central começou a reduzir os juros em setembro, levando-os a 18%, e sinalizou em sua última ata que o afrouxamento deve continuar. Apesar de reconhecer a influência da disputa política com a crise e com o ano eleitoral que se aproxima, o presidente ressaltou o seu papel de não deixar essas instabilidades contaminarem o dia-a-dia do país. Ele ainda não confirmou a intenção de concorrer à reeleição, mas seus adversários políticos já o consideram candidato, o que antecipa e acentua os embates partidários e eleitorais.

Em um breve balanço de 2005, Lula destacou a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de reduzir a taxa de juros de longo prazo (TJLP) do BNDES, de 9,75% para 9%, e exaltou o pagamento da dívida de 15,5 bilhões de dólares que o país tinha com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

– O Brasil agora é um país que tem credibilidade internacional, o Brasil está com as suas contas arrumadas. Essa devolução que fizemos ao FMI demonstra claramente que nós temos robustez suficiente para garantir as nossas importações. Estamos ficando mais independentes…estamos tomando nossas decisões sem ingerência do Fundo ou de qualquer outro organismo multilateral – afirmou.

Lula reafirmou suas intenções sobre investimentos. Mas para garantir um crescimento mais acentuado em 2006, o Palácio do Planalto ainda precisa convencer os partidos de oposição a votar o quanto antes o Orçamento Geral da União de 2006. Enquanto não aprovar o Orçamento, esses planos ficam comprometidos.

– Nós temos a nosso favor três anos de experiência, de tranquilidade, demonstrando ao povo brasileiro que o governo não se abala por mais grave que seja a situação – disse.

O programa desta segunda-feira foi gravado no último domingo por telefone. Lula passou o Natal com a família em seu apartamento em São Bernardo do Campo.