Lula pretenderia acordo com PSDB

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Publicado segunda-feira, 29 de maio de 2006 as 14:35, por: cdb

Aliança neoliberal

O repórter Kennedy Alencar, da Folha de S.Paulo, já foi assessor de imprensa do PT e é bem informado sobre os bastidores do partido. Ele conta que, se reeleito, Lula buscará um acordo com o PSDB. A posição é defendida há tempos por Luiz Gushiken, um dos conselheiros do presidente. Dada a política do PT, isso tem lógica. Hoje não há diferença programática significativa entre os dois partidos. A disputa entre eles é essencialmente para ver quem vai controlar o Diário Oficial e ficar com a chave do cofre. Mas para o país a aliança seria ruim. Representaria mais um passo para a consolidação do pensamento neoliberal.

 

Fim da candidatura própria

Há uma arapuca oculta na escolha do dia 29 de junho, para a Convenção Nacional do PMDB. Se ela aprovar o lançamento de candidatura própria, o partido terá que realizar novas convenções regionais, adequando-se à decisão nacional. Só que, por determinação legal, é precioso dez dias de antecedência para se convocar uma convenção. E, também por determinação legal, o prazo para as convenções esgota-se no dia 30 de junho.

 

Mau sinal

A maioria das pessoas mortas pela polícia em São Paulo entre os dias 12 e 20 deste mês, no auge da crise causada pelos ataques do PCC, foi atingida por tiros de cima para baixo, segundo rascunhos de laudos feitos pelo IML. Um tiro de cima para baixo pode significar que a pessoa foi atingida quando estava rendida, de joelhos ou no chão. Mas a conclusão ainda depende de outras investigações e documentos.

 

Um milhão de sem-terra acampados

A Folha publica reportagem, com dados da Ouvidoria Nacional Agrária, mostrando que no governo Lula o número de famílias sem-terra acampadas em barracas de lona saltou de 60 mil para 230.813. Isso dá um total de um milhão de acampados em todo o país, à espera da reforma agrária. Se alguém dissesse há quatro anos que, no governo Lula, o lucro dos bancos cresceria e a reforma agrária caminharia num ritmo ainda mais devagar do que durante FHC seria tachado de louco.