Lula garante que país está livre do ‘apagão’ até 2010

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Publicado segunda-feira, 14 de novembro de 2005 as 10:37, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as obras realizadas pelo governo no setor de energia garantem que o país não sofrerá outro “apagão” pelo menos até 2010.

– Com os projetos que estamos fazendo e com o que já foi feito, nós estamos garantidos pelo menos até 2009, 2010 – disse Lula em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.

Ao falar da importância da oferta de energia para o desenvolvimento do país, o presidente criticou o “desleixo” dos governantes que não investiram no setor em 2001, ano em que o país sofreu uma crise no fornecimento de energia. Naquele período, destacou, “nós tivemos de pagar duas vezes: pagamos porque não usamos a energia e depois pagamos porque tivemos de garantir o lucro das empresas”. O “apagão” em diversos estados em 2001 levou ao racionamento de energia nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, fato que não ocorria desde 1965.

Segundo o presidente, se naquela época houvesse mais linhas de transmissão no país, a falta de energia não teria ocorrido em algumas cidades. Elas interligam os vários sistema de produção de energia no país, explicou Lula:

– Tínhamos em 2001 um excesso de chuvas e, portanto, de água nas represas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina. Como não tinha linha de transmissão para trazer energia de lá para cá, nós não pudemos produzir no Sul o excesso de energia que poderia resolver o problema de São Paulo, de Minas Gerais ou do Rio de Janeiro.

Por isso, destacou o presidente, o governo direcionou recursos para a construção dessas linhas de transmissão. Na semana passada, o presidente Lula inaugurou em Assis (SP) a linha de transmissão de energia Londrina-Assis-Araraquara, que tem 364,5 quilômetros de extensão e 525 mil volts de tensão. No atual governo, já foram construídos cerca de 9,6 mil quilômetros de linhas de transmissão em todo o país.

– Isso representa um aumento de 13%, com investimentos de R$ 5 bilhões – afirmou.