Lula critica países desenvolvidos que querem dar ‘conselhos’ sobre Amazônia

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Publicado quinta-feira, 26 de outubro de 2006 as 16:44, por: cdb

Depois do anúncio da estimativa de redução de 30% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2005 e agosto de 2006, o presidente e candidato a reeleição pelo PT Luiz Inácio Lula da Silva criticou os países desenvolvidos que querem dar conselhos ao Brasil de como proteger a floresta.

– Eles (países desenvolvidos) têm pouco a nos dar conselhos sobre cuidar do meio-ambiente. Eles só foram descobrir que era necessário cuidar quando eles desmataram praticamente todo o seu território -, disse.

Segundo Lula, os acordos internacionais de preservação do meio-ambiente não são implantados pelos países ricos.

– Nas conferências internacionais, se tomam as mais belas decisões, mas depois grande parte delas não é implementada por que são incompatíveis com a vontade e a ganância do crescimento econômico que querem alguns países – , afirmou na solenidade realizada no Palácio do Planalto.

Para o presidente, a estimativa de redução no desmatamento na Amazônia mostra que a região pode se desenvolver de forma sustentada.

– É possível desenvolver a Amazônia com o cuidado que precisa ser desenvolvido, por que lá moram 25 milhões de seres humanos que querem ter acesso às coisas, que têm nos grandes centros urbanos. É possível levar um desenvolvimento mais limpo para lá. É possível que qualquer desmatamento, que possa ser feito, seja de forma ordenada -, disse.

Na avaliação do presidente, que participou da divulgação, a redução nos índices deve-se não apenas à intensificação da fiscalização, mas a ações de desenvolvimento sustentável na região.

A criação do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, grupo de trabalho com 13 ministérios coordenado pela Casa Civil, foi a grande responsável, segundo Lula, pela melhoria nos índices.

– Essa composição de ministérios, que conta ainda com o apoio das Forças Armadas, mostra a seriedade com que tratamos a região”, declarou. “A experiência comprova que a questão de cuidar da Amazônia não foi fruto apenas de um ambientalista ou de um ministro, mas determinação de política pública do governo -, finalizou.