Líderes negociam ‘até o último minuto’

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Publicado quarta-feira, 31 de janeiro de 2007 as 11:58, por: cdb

Presidente da Câmara, Aldo Rebelo reuniu-se nesta quarta-feira com líderes da casa para definir que cargos os partidos e os blocos parlamentares terão direito na Mesa Diretora. No encontro, também será definido o horário limite para registro das candidaturas. Na eleição, que ocorre nesta quinta-feira, os deputados escolherão, além do próximo presidente da Câmara, os dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes da Mesa.

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, as legendas interessadas em atuar em conjunto na Casa deverão oficializar a formação de blocos parlamentares, o que deve ser feito antes da reunião. A partir daí, a Secretaria-Geral da Mesa poderá verificar o tamanho dos partidos e blocos, que vai servir de critério para proporcionalidade na escolha dos cargos da Mesa Diretora.

As eleições para a Presidência da Câmara dos Deputados definirão o mandato de dois anos da próxima Mesa Diretora. Além do presidente, os deputados deverão eleger mais dez parlamentares para compor a diretoria da Casa. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter, no mínimo 257 votos dos 513 deputados. Se isso não ocorrer, o segundo turno será realizado no mesmo dia.

No Senado

Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) reuniu-se nesta quarta-feira com o senador José Agripino Maia (PFL-RN) na busca de um acordo para que apenas um dos dois parlamentares se lance à presidência da Casa Legislativa. O encontro teve como intermediário o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que já declarou apoio à candidatura de Agripino. Pouco antes do encontro, Renan disse que buscaria o consenso com o pefelista até o “último minuto”.

– A tradição no Senado é a convergência, até a última hora vou buscar o consenso – disse ele a jornalistas.

Seu contendor, no entanto, adiantou que não pretende desistir da candidatura, e apresentou o respaldo do PFL e do PSDB. A base aliada do governo, porém, dedica-se cada vez mais para evitar a candidatura do pefelista, pois significaria um grande risco de temer perder o controle do Senado, onde já enfrenta dificuldades para aprovar matérias de interesse do governo. Renan, no entanto, não acredita na possibilidade da derrota para o pefelista.

– Estou absolutamente tranqüilo, minha expectativa é a vitória. O efetivo na vida é o consenso – resumiu.