Líder do MLST pode ter visto para os EUA cancelado

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Publicado terça-feira, 13 de junho de 2006 as 10:17, por: cdb

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília pretende cancelar o visto que autoriza a entrada em território americano do principal líder do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), Bruno Maranhão. Procurada, a embaixada não quis se pronunciar. A assessoria de imprensa informou que a legislação dos EUA proíbe comentar assuntos relacionados a vistos.

O líder do MLST  pretendia viajar aos EUA logo depois da invasão à Câmara dos Deputados, na terça-feira passada, mas ele acabou preso.

A mulher de Bruno Maranhão, Suzana Maranhão, 65, já estava em Nova York. Ela e o marido iriam visitar a filha, Alexandra, e uma neta que completou um ano. Por conta da prisão dele, Suzana retornou ao Brasil. Ela chegou sábado a Brasília e até ontem não tinha conseguido ver o marido.

Segundo o advogado Boris Trindade, Maranhão e os demais 41 presos só tiveram contato até agora com advogados. Eles não foram autorizados a conversar com nenhum familiar e não têm acesso a jornais, TV ou livros. A PF nega que os militantes estejam presos em regime de isolamento. Quanto às visitas, devem obedecer aos horários estabelecidos.

Formado em engenharia mecânica, Maranhão teria direito a uma cela especial. Mas não quis pleitear o benefício.

Nesta quarta-feira, a PF começa a ouvir as 36 vítimas da invasão da Câmara. Segundo a PF, tecnicamente os acusados responderão em conjunto pelos crimes de corrupção de menores, dano ao patrimônio público, dano a prédio da União tombado pelo patrimônio histórico, formação de quadrilha, além de lesão corporal de natureza leve e grave. Somadas, as penas podem chegar a 15 anos de prisão.