Levantamento do IBOPE mostra porque oposição está desesperada

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Publicado segunda-feira, 26 de novembro de 2012 as 12:14, por: cdb

Pesquisa espontânea (aquele em que não são apresentados nomes de candidatos), divulgada pelo Ibope no fim de semana (domingo),sobre a eleição presidencial de 2014 mostra a presidenta Dilma Rousseff com 26% das intenções de voto na disputa de sua reeleição e o ex-presidente Lula com 19%.

O levantamento aponta o os dois muito à frente de qualquer outro potencial ou eventual candidato da oposição ao Palácio do Planalto no pleito daqui a dois anos.

O fato, então, é que a pesquisa mostra a fragilidade eleitoral da oposição na próxima disputa eleitoral – ela que já foi derrotada no pleito municipal deste ano em número de votos e quanto ao crescimento do número de prefeitos eleitos, e que perdeu as quatro últimas eleições no país.

Apenas três nomes da oposição superarm traço em pesquisa

Apenas três de seus nomes presidenciáveis superam traço e chegam a 1% da preferência do eleitorado na pesquisa na espontânea: dois são tucanos, o ex-governador José Serra (4%) – ele já disputou e perdeu a presidência da República duas vezes, em 2002 e em 2010 – e o senador tucanos de Minas, Aécio Neves (3%).

O terceiro nome a superar traço é a ex-presidenciável ex-senadora Marina Silva (2%) que concorreu ao Planalto pelo PV em 2010, desfiliou-se logo depois e desde então está sem partido. Juntos, os demais nomes citados na pesquisa espontânea somam 2%.

Na pesquisa estimulada sem o nome do ex-presidente Lula, a presidenta Dilma tem 58%; Marina, 11%; Aécio, 9%; e o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (3%).

Sucesso da oposição udenista custou-nos 20 anos de ditadura

Explicado, então, o desespero de certa mídia, de muitos de seus articulistas e suas tentativas de cooptar e arrastar para a cena politica certas instituições da República que deveriam ficar a margem da politica, seja esta partidária ou não.

Pior, a pesquisa explica, também, porque sem programa, sem constituir-se em alternativa e sem base social, a oposição tucana apela de novo para o falso moralismo udenista que no passado serviu de escudo para as tentativas golpistas até o sucesso obtido por ela em 1964, que nos custou 20 anos de ditadura.