Latino-americanos propõem construção de rede contra a Alca

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Publicado quinta-feira, 13 de abril de 2006 as 16:03, por: cdb

Com a presença de aproximadamente 600 representantes de redes e campanhas sociais das Américas, o V Encontro Hemisférico contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e o livre comércio terá lugar, até o dia 15 de abril, em Havana, Cuba. Convocado pela Aliança Social Continental, a reunião prioriza o debate e a construção coletiva no interior das redes e campanhas, para logo depois passar a um espaço compartilhado, no qual estes movimentos confrontarão propostas por regiões.

Redes e campanhas como o Jubileu Sul, CADA (Campanha para a Desmilitarização das Américas) e COMPA (Convergência de Movimentos dos Povos das Américas) construirão programas de ação para espaços concretos de luta, como a América Central, o Cone Sul, a região andina, etc. Segundo informações da Minga Informativa, por Marcel Lueiro Caminos no discurso de abertura do encontro, o economista cubano Osvaldo Martínez, diretor do Centro de Estudos da Economia Mundial e presidente do comitê organizador do evento, ressaltou a resistência e o empurrão dos movimentos sociais do Continente frente às políticas neoliberais, que, hoje, o imperialismo trata de impor a nossos povos. Não obstante, assinalou, ainda que presenciemos uma evidente crise do modelo neoliberal, aparecem para nós outras necessidades, como é enfrentar a capacidade do capitalismo para se reajustar constantemente.

– A resposta do Governo de George W. Bush aos problemas mundiais é a militarização e a repressão. A militarização aparece cruamente num gasto militar de cerca de 500 bilhões de dólares, mais da metade do gasto militar mundial, ainda que seja incapaz de evitar o que já é uma evidente derrota no Iraque. E a repressão se expressa de variadas formas, desde uma lei patriota, que mutila os direitos cidadãos e fortalece a ação de um Estado policial, as restrições contra os imigrantes, até a escandalosa prática da tortura de prisioneiros como sistema – assinalou o economista.

O programa deste quinto encontro, que, além disso, tenta promover políticas de comunicação e mobilização de todos os setores sociais que compartilham a luta contra a ALCA e o livre comércio, inclui painéis como: Em defesa da humanidade, Intelectuais e movimentos sociais, e conferências magistrais de pensadores, como o boliviano Pablo Solón, o belga Francois Houtart e o venezuelano Edgardo Lander.