Justiça autoriza quebra de sigilos bancários de Freud e Lacerda

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Publicado quinta-feira, 19 de outubro de 2006 as 20:44, por: cdb

O juiz Jefferson Schneider, da Justiça Federal em Cuiabá, autorizou, nesta quinta-feira, a quebra dos sigilos bancários do ex-assessor da Presidência da República Freud Godoy e do ex-assessor do senador Aloizio Mercadante (PT) Hamilton Lacerda. O pedido foi feito na terça-feira, pelo procurador da República Mário Lúcio Avelar. A Procuradoria pretende tentar descobrir a origem dos cerca do R$ 1,75 milhão que seria usado para comprar um dossiê contra políticos do PSDB por petistas.

O procurador pediu ainda a quebra do sigilo da esposa de Freud Godoy, Simone Godoy, e das empresas dela, a Caso Sistemas de Segurança e a Copes. Os dois pedidos, no entanto, foram negados. A intenção era investigar uma suposta ligação da empresa na arrecadação do dinheiro, que foi apreendido no dia 15 de setembro pela PF com Valdebran Padilha e Gedimar Passos num hotel da capital paulista.

Freud Godoy teve seu nome envolvido na tentativa de compra do dossiê por Gedimar Passos. Após ser preso, Gedimar disse que o ex-assessor da Presidência teria participado da entrega do dinheiro. Freud deixou o cargo logo em seguida. Mais tarde, advogados de Gedimar disseram que ele apontou o nome de Freud em seu primeiro depoimento por ter sido coagido no depoimento à polícia.

Em outra investigação do mesmo caso, a CPI dos Sanguessugas aprovou na quarta-feira a quebra de sigilo bancário e fiscal de Godoy. A comissão aprovou ainda a convocação de Godoy, do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente licenciado do PT, e de quatro ex-integrantes da campanha: Gedimar Passos, Expedito Veloso, Valdebran Padilha e Jorge Lorenzetti. Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante e Osvaldo Bargas, ex-secretário do Ministério do Trabalho e Emprego, também serão convocados.

Em acordo entre governo e oposição, foram aprovados convites para que quatro ex-ministros da Saúde prestem depoimento: o governador eleito de São Paulo, José Serra, Barjas Negri, do governo Fernando Henrique Cardoso, e Saraiva Felipe e Humberto Costa, do governo Lula. Os quatro não são obrigados a comparecer.