José Srur diz que gravou fitas para investigar denúncias de corrupção

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Publicado quarta-feira, 12 de março de 2003 as 19:16, por: cdb

O assessor da presidência da Light, José Srur, declarou nesta quarta-feira em depoimento à “CPI do Propinoduto”, instalada na Assembléia Legislativa do Rio para investigar denúncias de corrupção na Secretaria de Fazenda, que a intenção da empresa ao gravar fitas sobre a cobrança de propina era denunciar o esquema e “ver até onde ele poderia chegar”.

Srur negou ser vizinho de Romeu Sufan – suposto intermediário dos fiscais no pedido de US$ 3 milhões em propinas – e disse tê-lo conhecido em uma loja de artigos árabes. Os deputados devem propor uma acareação entre os dois.

“Ele [Sufan] disse que sabia que a Light estava sofrendo uma ação rigorosa por parte dos fiscais e que poderia ajudar na resolução deste problema”, afirmou.

Segundo o assessor da Light, a decisão de filmar as conversas teria partido da presidência da empresa e visava montar um dossiê de extorsão. Srur afirmou que, além dele, outras três pessoas tinham conhecimento das filmagens: o ex-diretor Edésio Quintal, o então presidente Michel Gaillard, e o auditor-chefe da empresa, Fred Rockman.

Por fim, Srur disse que “não houve qualquer contato com os fiscais [Rômulo Gonçalves e Raul Tardim], nem telepaticamente”.