Jornalista que perdeu o marido no Aconcágua reclama de demora do socorro

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Publicado segunda-feira, 10 de janeiro de 2005 as 02:11, por: cdb

A jornalista Rita Bragatto, de 34 anos, mulher do dentista Eduardo Alvarenga da Silva, de 40 anos, que morreu quando descia o Aconcágua, o pico mais alto das Américas, na Argentina, reclamou no domingo, do socorro prestado a ela e ao marido pelas equipes de resgate quando o casal descia a montanha, à noite, em meio a um frio intenso, de 30 graus negativos.

Ela lembrou que ao pedir ajuda à base mais próxima para o que chamou de “travamento das pernas”, já que não conseguia caminhar e, para o marido, que também passava mal, ouviu como resposta que o casal deveria continuar descendo a montanha. O pedido foi feito às 23 horas da quinta-feira, quando o casal tentava descer o pico, depois de atingir seu cume no fim da tarde. 

– Como eu poderia descer naquelas condições?- lembrou Rita, que disse estar fisicamente bem agora, precisando se reidratar.

A jornalista chegou a entrar em estado de choque, após a morte de Eduardo. Rita disse que a lembrança da tragédia a mantém acordada: 

– Eu realmente estou sem dormir, sem conseguir descansar e sem assimilar o que a gente passou naquela noite. Perdi o homem que eu amava, o amor da minha vida- disse ela.