Jornal evita citar número de empregos criados

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Publicado terça-feira, 29 de março de 2011 as 14:36, por: cdb

Embora, nesse material sobre MST/reforma agrária, seja obrigado a reconhecer a geração de empregos como uma das principais causas da queda do número de acampados e acampamentos de sem-terra no país, o Estadão não se alonga e evita detalhar o assunto (leiam post acima).

Obviamente, porque teria de registrar, com detalhes, o desempenho do governo Lula nesse campo, o que não interessa ao jornal que não deu trégua e não deixou de fazer oposição um só dia dos 8 anos de governo Lula.

O Estadão não deu o número, eu o faço: o governo Lula e o Brasil criaram 15 milhões de empregos nos últimos 8 anos e continuam, o Brasil e agora o governo Dilma Rousseff, criando pelo menos 2 milhões ao ano. Isto sim é uma política de emprego e renda.

Mas, condições de trabalho ainda são ruins

Agora, nós precisamos reconhecer que apesar do esforço gigantesco dispendido nesse campo nos últimos 9 anos, os salários e as condições de trabalho ainda são baixos e precários no país. Basta ver as rebeliões que eclodiram nas duas últimas semanas na construção das barragens e das grandes obras de infraestrutura nacionais.

Da mesma forma, no campo ainda temos centenas de milhares de famílias sem terra e dezenas de milhares de assentamentos sem as condições básicas para se transformar numa propriedade familiar produtiva. Daí, a necessidade de um Ministério da Reforma Agrária e de políticas de apoio a agricultura familiar. Como fez o governo Lula, que multiplicou por 7 o total do crédito dos programas nessa área e deu apoio técnico ao pequeno agriculto e a suas cooperativas.

É forçoso reconhecer que tanto o Ministério como seu principal braço executivo, o Instituto Nacional de Colonnização e Reforma Agrária (INCRA) precisam de uma ampla mudança na gestão e de uma redefinição de seus objetivos e métodos, já que depois de 25 anos de políticas de reforma agrária, o saldo ainda não é dos melhores.

Incontestável (e aí discuto com qualquer veículo da mídia, do  mais conservador ao mais vanguardista), assim, é que  precisamos de mais reforma agrária e apoio a agricultura familiar e não de menos – até porque, repito, os dois devem ser parte da política de renda e emprego em qualquer pais civilizado.