Jordânia acusa o Hamas de planejar atentado

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Publicado terça-feira, 25 de abril de 2006 as 09:14, por: cdb

As forças de segurança jordanianas frustraram os atentados que deveriam ser realizados por supostos membros do movimento palestino Hamas, contra altos dirigentes do reino árabe, anunciou nesta terça-feira o porta-voz do governo de Amã.

– As forças de segurança conseguiram frustrar atentados, contra locais estratégicos e autoridades na Jordânia, que seriam realizados por membros do Hamas – revelou para a imprensa o porta-voz Nasser Jawdeh.

O porta-voz destacou que a realização dos atentados estava na fase final.

– As forças de segurança detiveram elementos do Hamas que seguiam ordens de um dirigente da formação, instalado na Síria, para realizar atentados no reino – declarou o porta-voz do Governo.

Em Gaza, o porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri negou as acusações, dizendo que o grupo não havia armado nenhum grupo “na Jordânia nem em outro país”. O Hamas, que jurou a destruição de Israel, não costuma lançar ataques fora da Cisjordânia, da Faixa de Gaza ou do Estado judaico.

Jawdeh, que não revelou quantos ativistas do Hamas foram presos, disse que um deles levou as autoridades de segurança a um esconderijo perto da fronteira com a Síria, no norte da Jordânia, onde foram encontradas grandes quantidades de armas e lançadores de foguetes.

Nasser Jawdeh não revelou o número de pessoas detidas.

No Egito

As três explosões desta segunda-feira na cidade egípcia de Dahab, que causaram a morte de 23 pessoas, foram quase consecutivas e ocorreram em uma área de cerca de cem metros. Segundo vários relatos obtidos pela agência espanhola de notícias EFE, a primeira explosão ocorreu em frente ao Supermercado Ghazalla, na principal via de Dahab.

Abdelnabi, balconista de uma lanchonete próxima ao local onde explodiu a segunda bomba, relatou que após ouvir a explosão e enquanto saía de seu local de trabalho, outra bomba explodiu em frente ao restaurante Al Capone, logo após a pequena ponte que parte da praça principal da cidade, de cerca de 35 mil habitantes. Instantes depois, e enquanto se recuperava dos efeitos da onda expansiva, Abdelnabi viu a explosão de outra bomba, em frente a um restaurante chinês, do outro lado da ponte, a uns dez metros de distância.

Como muitos dos residentes de Dahab, Abdelnabi teme que os ataques terroristas afetem seus negócios e não deixa de implorar a Deus para pedir que ele e sua família possam superar a tragédia. Segundo os dados oficiais, as três explosões mataram 23 pessoas, cinco delas estrangeiras, e feriram mais de 80. A costa oeste do Sinai já havia sido alvo de atentados terroristas. Em 2004, um ataque em Taba matou 34 pessoas. Outro similar, em julho do ano passado, matou 64 pessoas.

Repúdio

O presidente do Iraque, Jalal Talabani, condenou hoje as três explosões que abalaram na segunda-feira a cidade turística egípcia de Dahab, no sul do Sinai, e as considerou “atos de terrorismo”, segundo um comunicado do escritório da Presidência iraquiana.

Segundo a nota, Talabani enviou uma mensagem de condolências ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, afirmando que recebeu “com grande indignação a notícia das explosões terroristas na cidade de Dahab, que mataram vários inocentes entre os irmãos egípcios e seus visitantes estrangeiros”.

Talabani ressaltou que os atentados contradizem as doutrinas das religiões monoteístas e os princípios morais básicos.

Além disso, o presidente iraquiano culpou “forças da escuridão” pelas explosões e as acusou de atentar contra a segurança do país e incitar a revolta.