Jóquei brasileiro pode ser o número 1 da história

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Publicado sexta-feira, 26 de março de 2004 as 12:24, por: cdb

País que reina no futebol, o Brasil também detém hoje a liderança em outro esporte disputado na areia e na grama: o turfe. O jóquei Jorge Antônio Ricardo, ou simplesmente J. Ricardo, 42 anos, assumiu este ano a dianteira do turfe mundial com um total de 8.669 vitórias, 50 a mais do que o segundo no ranking, o norte-americano Pat Day, de 51 anos.

Além de disputar a liderança mundial, os dois jóqueis brigam para bater o recorde de 9.530 vitórias do panamenho Laffit Pincay, que parou de correr em 2002, aos 56 anos. Mantendo uma média de 300 vitórias por ano, J. Ricardo calcula que, até 2007, consiga se tornar o número 1 do turfe de todos os tempos.

Há 23 anos liderando as estatísticas do turfe nacional, J. Ricardo pode ter, em agosto, um desafio especial e único em sua carreira. O Jockey Club Brasileiro está tentando trazer Pat Day pela primeira vez ao país para disputar o Grande Prêmio Brasil, principal prova do turfe nacional. O jóquei americano monta habitualmente no Estado de Kentucky, mas, no momento, em virtude do frio, faz temporada na Flórida.

Filho de um dos maiores jóqueis que o país já teve, J. Ricardo tinha 15 anos quando conquistou sua primeira vitória, em 16 de novembro de 1976. Em 1992, comemorou sua primeira vitória no GP Brasil, com o cavalo Falcon Jet. Em 1994, venceu o GP Carlos Pelegrini (Argentina), o GP São Paulo e o Latino-Americano. Determinado a bater o recorde de Laffit Pincay, ele treina diariamente das 5h às 9h da manhã, no Hipódromo da Gávea, onde é o ídolo dos garotos da Escola de Aprendizes do Jockey Club Brasileiro.

Recentemente, recebeu uma homenagem do Prefeito César Maia, que o comparou ao fenômeno Garrincha. Em cerimônia no Palácio da Cidade, César Maia entregou ao jockey uma bandeja de prata e se declarou fã do jóquei e de seu pai. A homenagem, segundo o prefeito, se deve ao que J. Ricardo representa para o turfe, para a cidade do Rio de Janeiro e para o Brasil, como “atleta dedicado, que consegue manter uma performance fantástica por tantos anos”.

Por causa das provas e compromissos no hipódromo carioca, J. Ricardo deixou de participar, no início de março, de uma prova bastante tradicional do turfe mundial, o Grande Prêmio de Dubai, nos Emirados Árabes, que pagou US$ 2 milhões ao cavalo vencedor. J. Ricardo montaria o mesmo potro brasileiro com que ganhou, em dezembro de 2003, o GP Carlos Pellegrini, mais importante prova do turfe argentino.