Jaques Wagner comenta saída de Paulinho: ‘Tem muita gente querendo’

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Publicado quinta-feira, 30 de outubro de 2003 as 17:33, por: cdb

O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, afirmou nesta quinta-feira que o pedido de investigação de ilicitos eleitorais nas últimas eleições presidenciais, atribuídos ao PT, não passa de um mote do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, para fazer política.

O dirigente sindical é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo e, por causa das denúncias, renunciou ao seu posto no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do governo federal.

Segundo reportagem da Revista Veja, edição desta semana, um grupo de militantes petistas teria feito espionagem e produzido dossiês sobre os adversários do candidato do partido, Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2002.

Um dos alvos da arapongagem teria sido Paulinho, na época candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Ciro Gomes (PPS), hoje ministro da Integração Nacional.

Jaques Wagner está junto com Ciro Gomes na comitiva que acompanha o presidente Lula na viagem a Campinha Grande (PB) e outras cidades nordestinas. Ele informou que os dois conversaram no avião sobre o noticiário. “Ele (Ciro Gomes) tem consciência de que a denúncia de Paulinho não tem pé nem cabeça.

A renúncia de Paulinho ao CDES e a saída da Força Sindical do Forum Nacional do Trabalho, conforme o ministro, significam uma decisão pessoal do presidente.

— Se essa for a decisão, outras representações serão chamadas. Tem muita gente querendo participar — garantiu Jaques Wagner.