Jalaf desmente fuga de familiares de Saddan para a Síria

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sábado, 29 de março de 2003 as 08:40, por: cdb

O embaixador do Iraque na Rússia, Abbas Jalaf, desmentiu neste sábado, as informações sobre a suposta fuga para a Síria de familiares do presidente Saddam Hussein e de outros dirigentes iraquianos.

“É uma intoxicação divulgada por uma publicação pró-americana”, disse Jalaf sobre o jornal kuwaitiano Al Watan, que em sua edição deste sábado anuncia a suposta fuga de familiares dos governantes iraquianos para a Síria.

O Al Watan informou que uma caravana de veículos saiu na última sexta-feira (28) à noite de Bagdá em direção à fronteira síria a grande velocidade e sob a custódia da Guarda Presidencial.

Segundo o jornal, encontrava-se na caravana grande parte dos familiares de Saddam: sua ex-esposa Sajida, que conserva o status de primeira-dama, duas de suas três filhas com seus respectivos primogênitos e as famílias dos filhos de Saddam, Udai e Qusai.

Além disso, teriam fugido para a Síria as famílias do vice-presidente do Iraque, Taha Yassin Ramadan, do vice-primeiro-ministro Tarek Aziz e do vice-presidente do Conselho revolucionário, Izzat Ibrahim.

O embaixador de Bagdá em Moscou também desmentiu a alegação do secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, de que a Síria e o Irã haviam prestado nos últimos dias ajuda militar ao Iraque.

“Os americanos devem lembrar que um bilhão de muçulmanos de todo o mundo estão do lado do Iraque”, afirmou o diplomata.

Jalaf negou ainda as informações publicadas por alguns veículos de imprensa ocidentais de que o Iraque pediu a Moscou o envio urgente a Bagdá um cirurgião para atender a um dos filhos de Saddam, supostamente a Qusai Hussein.

“Como representante oficial do Governo iraquiano, nego-o de forma categórica”, disse Jalaf, segundo a agência Interfax.

Ele acrescentou que seu único contato com as autoridades sanitárias russas foi com o conhecido pediatra Leonid Roshal, que há dias visitou a embaixada iraquiana para oferecer o envio de médicos russos a Bagdá para atender às crianças vítimas da guerra.